Projeto para Castelo da Feira equaciona expor sob vidro fosso defensivo

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Projeto poderá ficar pronto no segundo semestre de 2020

A Câmara Municipal e Comissão de Vigilância do Castelo de Santa Maria da Feira revelaram, na passada sexta-feira, estar a definir para o ex-líbris feirense um projeto que equaciona expor sob vidro o antigo fosso defensivo do edifício.

A medida enquadra-se numa intervenção que, embora motivada pela necessidade de corrigir uma fissura que vem ameaçando a estrutura da muralha do castelo, é encarada por ambas as entidades como uma oportunidade para dotar o monumento de condições que o tornem “mais atrativo e mais cómodo”.

“No início de 2019 percebemos que a água superficial deve ter ganho novos caminhos de infiltração no Castelo, começou a sair por baixo das seteiras e causou na muralha uma fissura que tem que ser tratada”, explicou à Agência Lusa, Conceição Alvim, presidente da Comissão de Vigilância do Castelo da Feira.

Aos problemas no edifício construído no século X ou XI acrescentam-se danos nos coruchéus das torres e também no pequeno templo religioso neoclássico que, em forma hexagonal, o complementa desde o século XVII: “A Capela da Nossa Senhora da Encarnação é o que precisa de mais intervenção porque as infiltrações causam uma humidade ascensional que está a estragar os rebocos, prejudica muito a estética do local e é um risco para a arte sacra que lá temos”, acrescentou.

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