Emídio Sousa quer reinício da economia em maio para salvar restauração e hotéis

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O presidente da Câmara Municipal de Santa Maria da Feira, Emídio Sousa, manifestou-se , na passada quarta-feira, preocupado com a paragem total na restauração e hotelaria, propondo o reinício pleno da economia em maio para salvar
esses estabelecimentos.

Emídio Sousa indicou que no concelho estão instaladas mais de 15.000 empresas de várias dimensões, mas defendeu que, apesar das suspensões temporárias dos contratos ou horários de trabalho (“lay-off”) em algumas delas, a generalidade da indústria continua em atividade, com os devidos condicionamentos.“O problema maior é com a restauração e a hotelaria. Estas áreas tinham muita força em Santa Maria da Feira, mas os estabelecimentos agora estão vazios há demasiado tempo e vão ter muitas dificuldades em recuperar”, antecipa.

O autarca social-democrata espera, por isso, que “a economia possa retomar alguma normalidade já no início de maio, para travar estragos maiores” e os empresários poderem implementar os ajustes de funcionamento que se revelem adequados
à laboração e ao contacto com o público.
“É que o serviço de ‘take-away’ não é suficiente e os clientes também têm que recuperar a confiança. As pessoas ainda estão com medo, sentem insegurança e é preciso que percebam que todos estão a tomar medidas para elas poderem sair outra vez e recuperar uma parte da sua vida normal”, realça Emídio Sousa. Outro setor em que o presidente da câmara já nota recessão é a indústria do calçado, que tem um significativo peso no município, “emprega muita gente e está sem encomendas”.

Multinacionais como a dinamarquesa Ecco continuam a laborar sob rigorosas medidas de segurança, mas as empresas locais de menor dimensão, muitas vezes de gestão “quase familiar”, não conseguem manter o anterior ritmo de produção.

Quanto aos diversos ‘lay-off’ já em vigor no concelho, entre os quais o da Auto Viação Feirense, o do centro de serviços da fabricante de componentes para automóvel Faurecia, o do grupo de artigos de puericultura Bébécar e o do produtor de colchões Molaflex, Emídio Sousa antecipa: “Uma parte dessas empresas deve poder retomar a atividade em breve, até à segunda quinzena de maio”. Para ajudar essas e outras unidades do município, Emídio Sousa diz estar em diálogo com diversas entidades do setor económico, na perspetiva de, a breve prazo, poder apresentar algumas medidas “destinadas a ajudar o tecido empresarial local na sua recuperação”.