Bispo Carlos Azevedo é o delegado do Conselho Pontifício para a Cultura no Vaticano

Carlos Azevedo, bispo natural do concelho de Santa Maria da Feira, em entrevista

Carlos A. Moreira Azevedo nasceu a 4 de setembro de 1953 em Milheirós de Poiares, no concelho de Santa Maria da Feira. Foi ordenado padre em 1977. Em 2011, é nomeado para o cargo de delegado do Conselho Pontifício para a Cultura no Vaticano. Tem várias obras e trabalhos publicados. Neste momento, está dedicado ao catálogo das obras de Irene Vilar. Nos últimos anos passa parte da vida em Roma, mas afirma que tem muitas saudades de Portugal. Em entrevista ao Jornal N, explica como surge a sua vocação, a nomeação para delegado no Vaticano e como foi organizar a Viagem Apostólica do Papa Bento XVI a Portugal.

Quando percebeu que esta era a sua vocação?

Desde muito cedo que percebi que esta era a minha vocação, foi quase genético. Na minha família existiam várias pessoas ligadas à religião, incluindo um tio que foi padre. Digamos que a família teve um papel quase decisivo para esta minha tomada de decisão.

Com que idade ingressou no Seminário?

Depois de fazer a escola primária, ingressei logo no seminário com 10 anos. Na altura era o Seminário Paraíso, onde agora é a Universidade Católica.

Existiu algum momento durante o seu percurso que pensou em desistir?

Tive uma crise aos 17/18 anos em que estava quase para desistir e em que surgiram várias dúvidas. Até me sugeriram seguir teatro, porque tinha várias qualidades para seguir a carreira, mas aos 20 anos a decisão estava tomada. Não restavam dúvidas do caminho a seguir.

Em que ano foi ordenado?

Fui ordenado sacerdote em 1977, por D. António Ferreira Gomes e, em 2005, tive a ordenação episcopal.

Foi coordenador da Comissão que organizou a Viagem Apostólica a Portugal do Papa Bento VXI que decorreu de 11 a 14 de maio de 2010. Como foi essa experiência?

Foi uma experiência fantástica e uma visita muito positiva. Tudo teve que ser pensado ao pormenor e, posteriormente, articulado. Tínhamos várias reuniões todos os dias para perceber o que a comunicação social tinha dito e como iríamos corresponder, de forma a poder transparecer a imagem verdadeira do Papa. Porque todos tinham uma imagem do Papa de ser uma pessoa muito séria e dura, porque era o que transparecia na comunicação social. Conseguimos desconstruir essa imagem antes da sua vinda a Portugal e a visita mudou o “rosto” do Pontificado.

A 11 de novembro de 2011 é nomeado delegado do Conselho Pontifício para a Cultura no Vaticano. Como surgiu essa nomeação?

A nomeação surge logo após a visita do Papa Bento XVI a Portugal. Houve esse convite, em que as pessoas responsáveis queriam que eu fosse para Roma, uma vez que precisavam de alguém de língua portuguesa. O Conselho Pontifício para a Cultura opera no encontro entre a mensagem do evangelho e a cultura. Atua na área dos bens culturais, desde o património, os museus, a biblioteca e os arquivos. Considero que é um trabalho muito interessante.

Leia a entrevista na íntegra na edição impressa/digital do Jornal N.

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