Miguel Reis: “Espinho precisa de uma mudança profunda”

POLÍTICA

 

Miguel Reis encabeça a corrida à liderança dos destinos políticos da Câmara Municipal de Espinho pelo Partido Socialista. Centrado na ideia de “mudança”, o candidato diz conhecer os “verdadeiros problemas” e as “reais necessidades” do concelho. Acredita que Espinho tem sido “pouco amigo” de quem vive, estuda, trabalho ou visita o território. Na sua visão, o futuro passará pelo “crescimento demográfico” e também pela criação de condições que permitam a fixação de nova população.

 

Candidata-se a presidente da Câmara Municipal de Espinho. Quais são as motivações da sua candidatura?

Sou candidato à Câmara Municipal porque Espinho precisa de uma grande mudança e porque acredito, genuinamente, que somos capazes de fazer mais e melhor pelo futuro de Espinho e dos Espinhenses. Tenho um grande amor à nossa terra e lembro-me bem dos tempos áureos do nosso concelho. Sou filho de comerciantes, nasci, cresci, estudei, vivo e trabalho em Espinho e assisti às transformações que o município foi sofrendo ao longo das últimas décadas. Sempre tive uma grande consciência social e uma preocupação com a nossa comunidade e com as pessoas. Neste momento, sinto que Espinho precisa de uma mudança profunda que permita inverter este sentimento generalizado de desencanto e descontentamento.  Sabemos quais são os verdadeiros problemas, as reais necessidades e as ambições dos Espinhenses e temos um projeto e uma equipa à altura desses desafios.

 

Como avalia o trabalho desenvolvido pelo atual executivo camarário?

Faço uma avaliação francamente má daquilo que tem sido a governação autárquica, não só dos últimos 4 anos, mas de todo este ciclo autárquico liderado pelo atual executivo. Se achasse que o município está no bom caminho, não seria certamente candidato. Mas a verdade é que temos hoje um município pouco amigo de quem cá vive, estuda, trabalha ou nos visita. Perdemos população e temos o segundo índice de envelhecimento mais alto de toda a Área Metropolitana do Porto e um valor 43% acima da média nacional; temos habitação mais cara do que todos os concelhos vizinhos, mas mantemos o IMI mais alto do distrito de Aveiro e fomos o único concelho entre aqueles que connosco fazem fronteira que não o reduzimos este ano; o espaço público, a rede viária e os equipamentos municipais estão degradados e as obras em curso vão-se revelando repletas de erros e más decisões; instalaram-se paragens novas, mas as soluções de transportes e mobilidade são praticamente inexistentes; vemos as sedes das candidaturas instaladas em lojas encerradas porque o comércio local atravessa grandes dificuldades de sobrevivência, assim como a nossa arte xávega; assistimos a autênticos atentados ambientais; e a cultura, o turismo e o desporto são hoje uma sombra daquilo que já foram as grandes referências de Espinho. O atual executivo municipal revelou pouca capacidade e competência para gerir os destinos da autarquia e as poucas coisas que ainda conseguiram concretizar só foram possíveis a reboque dos fundos comunitários. E como se isso não fosse já suficiente mau, caiu ainda o mito da boa gestão financeira. O que mostra o Anuário Financeiro dos Municípios, organizado anualmente pela Ordem dos Contabilistas Certificados, é que entre 2009 e 2019 Espinho piorou no ranking dos municípios com mais dívidas. Infelizmente, foi um falhanço em toda a linha que prejudicou gravemente o futuro de Espinho e dos Espinhenses.

 

Leia mais na edição desta semana do Jornal N.