“Queremos muitos visitantes felizes, é esse o foco de Perlim”

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Paulo Sérgio Pais, diretor executivo da Feira Viva, em entrevista

É na noite de 30 de novembro que o Pai Natal chega à Lapónia para voltar a encantar o concelho de Santa Maria da Feira com a magia do Natal. Após um ano de interregno, devido às restrições da pandemia, há novidades em Perlim, nomeadamente uma nova personagem: a Plim, cuidadora das estrelas. O diretor executivo da Feira Viva reconhece que a edição deste ano será “diferente” e a segurança dos visitantes será imperativa. Com o guia temático “o brilho das estrelas”, o Perlim apresenta sete espetáculos originais, três espetáculos itinerantes e oito diferentes atividades em 17 áreas temáticas distintas.

Perlim não se realizou em 2020, dada a situação pandémica que ainda perdura, embora este ano isso aconteça num contexto diferente em comparação ao ano transato. Quando é que foi tomada a decisão de reabrir o parque natalício de Santa Maria da Feira?

Na semana seguinte às eleições autárquicas e foi uma decisão concertada, nomeadamente com o Município de Santa Maria da Feira e as autoridades de saúde. Não poderia ser de outra forma. Aguardamos até ao limite dos limites para tomar esta decisão e reunir todos os dados para perceber o contexto de minimização do risco.

Em 2018, numa entrevista ao Jornal N, referiu que o processo de planeamento de Perlim para essa edição (de 2018) se tinha iniciado após a conclusão do Perlim de 2017. Como foram os timings para preparar a edição deste ano?

O tema foi decidido no final da edição de 2019, ainda antes da chegada da pandemia, portanto, existia a referência da temática, que seriam as estrelas. Foi uma decisão significativa e estrutural, pois determina a dinâmica de Perlim, nomeadamente na abordagem dos guiões dos espetáculos, conteúdos e estratégia de comunicação. Mas a partir de março de 2020, parou tudo. Aliás, em Perlim, estamos felizes, pois só não se realizou um ano, enquanto a Viagem Medieval não se realiza há dois…  É o primeiro grande evento e, sobre o timing, a equipa está “a fazer das tripas coração” para concretizar tudo, em tão pouco espaço de tempo. É nestas alturas que é preciso operacionalizar todo o “know-how” acumulado ao longo dos anos. E é isso que está a acontecer: estamos a fazer de tudo para que Perlim tenha as melhores condições. Queremos fazer o melhor Perlim de sempre, mas também com a maior segurança para tranquilizar os visitantes e que estes sejam verdadeiramente felizes. É nossa obrigação e missão garantir isso.

Uma vez que a temática de Perlim assenta no “brilho das estrelas” e da introdução de uma nova personagem, a Plim, que novidades serão apresentadas ao público?

Todo o conceito de Perlim assenta no princípio da novidade. Por isso, a temática funciona como base para desenvolver a lógica de inovação do evento. Isso determina todos os conteúdos dos espetáculos. Ao contrário do que se faz em muitas atividades, nós não compramos os espetáculos. Construímo-los com os agentes locais. Por exemplo, a Décadas de Sonho irá apresentar um espetáculo baseado na estrela polar; a Ponto Produções com outro baseado nas estrelas e os D’Way com o baile das estrelas. A lógica do guião e dos cenários são construídos e trabalhados em equipa para que o contexto seja harmonioso com a temática.

Nesse sentido, existirão estreias na programação?

Teremos estreias absolutas. No primeiro dia em que começa Perlim os espetáculos apresentados serão estreias. Além de sermos privilegiados e beneficiados pelas condições da Quinta do Castelo, do Castelo e zona envolvente, há a combinação de todo o contexto geográfico e de conteúdos. Essa junção acreditamos que é o que faz a diferenciação.

 

Leia a entrevista na íntegra na edição impressa/digital do Jornal N.