“Esta é a candidatura da mudança, é a candidatura da justiça e da transparência”

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POLÍTICA

António Andrade é o representante do Bloco de Esquerda na corrida à liderança dos destinos políticos da Câmara Municipal de Espinho. Concentrado na “reversão do estado letárgico em que Espinho tem caído nas duas últimas décadas”, o candidato avalia de forma “negativa” a prestação do atual Executivo, e defende uma “aposta forte” na habitação com rendas a preços controlados. A sua prioridade será “responder à crise económica e sanear as finanças municipais”.

Candidata-se a Presidente da Câmara Municipal de Espinho. Quais são as motivações da sua candidatura?

Esta minha candidatura, tem como principal motivação, a reversão do estado letárgico em que Espinho tem caído nas duas últimas décadas. Aprisionado num conjunto de obras adiadas, foi decaindo, perdendo valências e qualidade de vida. A nossa candidatura, pretende devolver aos habitantes de Espinho e a quem nos visita, mais do que uma frente de praia, um novo pulsar urbano, esvaziando a sazonalidade e incentivando a retoma de uma vida comercial/económica transversal a todos os meses do ano.

Como avalia o trabalho desenvolvido pelo atual executivo camarário nos últimos quatro anos?

Obviamente que faço uma avaliação negativa. Sendo certo que, dos últimos quatro anos, cerca de um ano e meio foi condicionado pela pandemia, não se encontram justificações, para a execução de umas obras que, não obstante serem necessárias, pecam por tardias (de salientar que o atual executivo detém o poder desde 2009), mal planeadas e pejadas de erros de implantação e arquitetónicos difíceis de reparar. Saliento também a falta de investimento em sectores altamente carenciados como a habitação e o sector social.

Na sua opinião, o que deve ser feito para incentivar o desenvolvimento do concelho de Espinho?

É premente uma aposta forte na habitação com rendas a preços controlados, permitindo a fixação de jovens casais em Espinho. A criação de uma rede de transportes que aproxime as freguesias do centro do concelho, facilitando o acesso ao comércio e serviços. Desenvolver incentivos de apoio ao comércio tradicional, criando períodos de carência nos estacionamentos, flexibilização nos horários de funcionamento, programas atrativos de mobilização de forasteiros. Tornar os espaços envolventes das zonas comerciais em espaços aprazíveis e convidativos. Recuperar e revitalizar a zona industrial, substituindo/criando infraestruturas facilitadoras e, aligeirando processos de instalação e licenciamento de futuros empreendedores. Pugnar pela instalação de serviços primários, Loja de Cidadão com multiserviços, reverter o processo que esvaziou o Tribunal de Espinho de quase todas as suas valências, reivindicar a reinstalação de uma estação de Correios que possa servir condignamente a população de Espinho. Apostar num turismo que vá além da sazonalidade do Verão, apostando numa forte agenda cultural e desportiva, catalisadora da vontade das dezenas de coletividades sediadas em Espinho.

 

Leia a entrevista na íntegra na edição desta segunda-feira do Jornal N.