“Sou alguém com uma grande experiência de vida”

POLÍTICA

Depois de ter surgido no universo político pelo movimento “Espinho Primeiro”, Henrique Cierco é agora o rosto da candidatura do “Nós Cidadãos” na corrida à liderança da Câmara Municipal de Espinho. Promete “abdicar” do seu ordenado, distribuindo-o pelas várias instituições de caridade que compõe o concelho. Diz que “nem tudo foi mal feito” nos últimos quatro anos, e traz no seu programa eleitoral medidas centradas nas áreas da habitação, emprego e ambiente.

 

Candidata-se a Presidente da Câmara Municipal de Espinho. Quais são as motivações da sua candidatura?

A principal motivação da minha candidatura prende-se com o facto de eu ter o desejo de ser o Presidente da Câmara Municipal de Espinho, um sonho que só agora foi possível, graças á aposta que o Nós Cidadãos fez em mim, quando apresentei um movimento cívico – “Espinho Primeiro”, composto por gente da nossa terra. Pessoas preocupadas com os problemas da cidade e que se sentem capazes de os resolver. Há igualmente a vontade de ser capaz de mobilizar os cidadãos de Espinho, para que tenham voz ativa, motivando-os a participar na vida da cidade, suscitando o interesse e levando-os a deixar de serem administradores passivos, colaborando na solução dos problemas.

Como avalia o trabalho desenvolvido pelo atual executivo da câmara nos últimos 4 anos?

O atual executivo da câmara está no poder desde 2009. Deve-se sobretudo à falta de uma oposição credível, com propostas alternativas que apenas se conhecem timidamente, nos períodos eleitorais autárquicos e que não passam do papel. Em relação aos últimos 4 anos nem tudo foi mal feito e não posso deixar de salientar: a aposta na requalificação das nossas escolas; as obras na cidade onde predomina o RECAFE; a contribuição no Quartel dos Bombeiros e o projecto do Estádio Municipal que se encontra em andamento. Lamento que a Requalificação da Rua 2 e dos Bairros Sociais, não tenha sido possível, assim como uma nova Piscina Municipal, a restauração da Vila Manuela e a pouca aposta no ambiente e ainda a falta de proximidade entre os eleitos e os eleitores.

Na sua visão o que deve ser feito para incentivar o desenvolvimento do concelho de Espinho?

Para incentivar o desenvolvimento do concelho de Espinho torna-se imperioso incrementar todos os meios possíveis para auxiliar a fixar as pessoas e na minha perspectiva, tal passa por uma aposta forte no sector da habitação, na criação de emprego, no ambiente, na assistência na saúde e numa rede viária mais abrangente. Reabilitar os nossos equipamentos municipais e uma agenda cultural atractiva. Considero ainda ser necessário apoiar e facilitar o investimento.

 

Leia a entrevista na íntegra na edição desta segunda-feira do Jornal N.