Medidas de apoio económicas, sociais e desportivas aprovadas

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O ponto 2 da Ordem do Dia, relativo a medidas de apoio económicas e sociais para o concelho de Santa Maria da Feira, previu um conjunto de parâmetros que vão desde as obras municipais até ao setor da cultura, durante o período da pandemia de Covid-19. Emídio Sousa, presidente da Câmara Municipal, referiu que este é um “documento dinâmico”
e que poderá ser ajustado “mediante o que o Governo vier a decidir”. Neste mesmo ponto, os vereadores socialistas apresentaram um conjunto de dez recomendações para complementar ao mesmo ponto, contudo algumas das propostas
não foram possíveis de integrar – como a isenção de impostos, devido à legislação em vigor. A medida foi aprovada por unanimidade.

O ponto 6 – relativo a um apoio financeiro para o Mosteirô Futebol Clube – prevê a atribuição de um apoio no valor de 15.375 euros (cerca de 50% do que o clube referido irá investir) para um projeto de requalificação e especialidades que engloba as suas instalações, nomeadamente balneários, bancadas e acessibilidades às infraestruturas.

O mesmo foi aprovado por unanimidade. De seguida, foram aprovados, por unanimidade, o seguinte conjunto de pontos: apoio financeiro para a manutenção de pavilhões gimnodesportivos (ponto 7); duas medidas do programa de Apoio ao
Desporto [relativo ao apoio à inscrição de praticantes/arbitragens e ao apoio a equipamentos desportivos na manutenção de campos de jogos de relva natural e consequente abertura de ambos os procedimentos para apresentação de candidaturas
– ponto 8 e 9]; apoio ao funcionamento dos estabelecimentos de educação e ensino dos Agrupamentos de Escolas, de janeiro a junho de 2020 [ponto 10]; e, no ponto 11, a aprovação de apoio financeiro extraordinário a cada uma das associações
humanitárias de bombeiros do concelho feirense e à Cruz Vermelha de Sanguedo – no valor de 12 mil euros. Segundo o edil, relativo ao ponto 11 da Ordem do Dia, 50% do valor referido será pago “já nos próximos dias” e o restante valor até ao final do mês de junho.

Ainda no período prévio à Ordem do Dia, o presidente da Câmara Municipal, Emídio Sousa, deu uma nota relativa ao cancelamento da 24.ª edição da Viagem Medieval.
A mesma decisão, explicou o edil, deu-se através de uma reunião executiva realizada entre as entidades responsáveis [Câmara Municipal; Feira Viva e Federação das Coletividades] que determinaram, por unanimidade, o cancelamento do evento no corrente ano.

O vereador socialista, Délio Carquejo, considerou que “algo está errado”, pois os vereadores socialistas “não foram ouvidos
nesta decisão, mais uma vez”. “Já aconteceu com o Imaginarius e agora com a Viagem Medieval; somos inclusive surpreendidos com esses anúncios nas redes sociais. Poderiam ter ouvido a nossa posição, que iria também nesse sentido, e
portanto só temos a lamentar um pouco este ‘desrespeito’ relativamente àquilo que é o papel da oposição. São decisões muito importantes e os vereadores do PS, que fazem parte deste Executivo, poderiam também dizer de sua justiça o que entendiam acerca desta questão”, afirmou o vereador do PS. Emídio Sousa retorquiu ao dizer que “O presidente da Câmara tem poderes especiais neste período de emergência e há muitos atos que vai cometer ao longo destes tempos que estão sujeitos a retificação. Não me parece que haja alguma falta de respeito ao PS, pois dadas as circunstâncias não seria possível
organizar a Viagem Medieval”.

Délio Carquejo, vereador socialista, afirmou ainda que esta foi “a atitude mais correta que tomaram”, mas “provavelmente,
se fosse connosco, teria recebido uma chamada nossa a informar essa decisão, após a reunião de sexta-feira”.