Movimento Maker produz viseiras para doação

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O Movimento Maker Portugal trata-se de um grupo social, no Facebook , que se dedica, nesta fase, à produção de viseiras e Equipamentos de Proteção Individual (EPI’s) com o intuito de doar aos vários hospitais de Norte a Sul de Portugal.

O grupo, que conta com cerca de 9 mil membros, é administrado por Bruno Horta, de Leiria, e atualmente os “makers” elaboram EPI’s, nomeadamente na produção de viseiras – com o recurso à impressão 3D.

Em Santa Maria da Feira existem, pelo menos, três feirenses que participam ativamente no grupo, na realização das viseiras e que se associaram a esta causa. Um deles é Bruno Santos, fundador do projeto Cortes & Gravações, em Lobão, que explicou ao Jornal N o âmbito da iniciativa. “O grupo já existe há cerca de três anos e funciona com várias propostas de ideias, de entreajuda e conhecimentos. É uma dinâmica muito focada em tecnologias “open source” [código aberto, gratuito] em que quase pode ser descarregado por alguém e melhorado”, refere.

Sobre a iniciativa solidária, “a ética atual é que tudo que seja fabricado é para ser doado”. “A prioridade foca-se na doação destas viseiras aos profissionais de saúde, forças de segurança, profissionais dos lares de idosos e outras situações em que seja necessário estes equipamentos”, explica Bruno Santos.

O feirense, que não possui a impressora 3D, conseguiu contornar a situação ao fabricar as viseiras através da tecnologia laser CNC. Assim, Bruno Santos conseguiu doar ao Hospital São Sebastião nove viseiras e outras seis a um centro social de Ovar, através das autoridades competentes. “No Hospital S. Sebastião dirigi-me ao porteiro e disse que queria falar com alguém responsável.

Como viram os materiais que trazia e qual era a minha intenção, não me perguntaram mais nada.

Quando chegaram os responsáveis da enfermagem e viram as viseiras, tiveram uma reação fantástica e de felicidade – eles estão na linha da frente e precisam de todo o apoio possível”, conta. Bruno Santos refere ainda que um dos outros “makers” do concelho de Santa Maria da Feira também já terá entregue alguns Equipamentos de Proteção Individual à referida unidade hospitalar e que a sua prioridade, agora, será “produzir mais máscaras para tentar abastecer de material suficiente, por exemplo, os centros sociais e de saúde locais das freguesias de Lobão e Gião”. “Também aguardo uma resposta por parte dos agentes responsáveis se necessitarem do meu apoio “, conclui.

Já o administrador do grupo, Bruno Horta, num outro órgão de comunicação social referiu que “mais de 800 ‘makers’ ” estão a produzir, em média, 10 a 15 viseiras por dia. Nesta fase, cada “maker” procura fabricar e entregar a uma fonte próxima para agir em diversos pontos hospitalares, mais rapidamente.