O novo coronavírus e a sua evolução em território feirense

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Foi no dia 2 de março que se registaram os primeiros casos confirmados de Covid-19 em Portugal. No dia 11 de março, uma jovem de 17 anos deu entrada no Hospital São Sebastião, em Santa Maria da Feira, após ter passado algumas vezes pela urgência desta unidade hospitalar – a primeira no dia 1 de março com um quadro de síndrome gripal.

No dia 15 de março, por ter referido ter estado em contacto com colegas que estiveram em Milão, acabou internada, em isolamento, por decisão do corpo clínico. Mesmo com um diagnóstico de pneumonia grave, bilateral, o caso não foi inicialmente validado pela Direção-Geral da Saúde (DGS) para que fosse realizado o teste de despistagem ao SARS-Cov-2. Só a pressão exercida junto da DGS levou a que fossem alterados os critérios, permitindo a realização da análise que veio a confirmar a infeção. O Hospital de S. Sebastião foi “surpreendido” com este caso ainda sem possuir qualquer plano de contingência ou fatos de proteção disponíveis, na altura.

Natural de Ovar, mas a estudar na Secundária de Santa Maria da Feira, a escola frequentada pela jovem encerrou, embora a aluna e as pessoas infetadas tenham recuperado.

O Jornal N reuniu assim os números nacionais da atual situação pandémica e apresenta, em destaque, a evolução do novo coronavírus no concelho feirense – desde o início da caracterização demográfica dos casos confirmados, lançado pela DGS
a 24 de março, até ao dia 26 de abril [data de fecho da edição].

Ainda no contexto de Reunião de Câmara, o presidente da Câmara Municipal, Emídio Sousa procedeu a um balanço da atual situação de Covid-19 no concelho. Desta forma, o edil adiantou que estariam a ser testados “todos os utentes e funcionários
dos lares” e que, segundo os dados do Centro de Saúde, até à data, estes não apresentam resultados positivos à Covid-19 – com a excepção dos três casos confirmados na Associação “Pôr do Sol”, em Mosteirô. Várias medidas têm sido também implementadas e explicadas, como: a montagem de um circuito de recolha e transporte dos testes à Covid-19; a realização diária de uma reunião de trabalho com todas as entidades intervenientes; abertura de um centro de testes em pleno funcionamento no Centro de Saúde de Mozelos; na próxima semana é expectável a abertura de um novo centro de testes no Pavilhão de Fiães; entre outras medidas já anteriormente anunciadas. O edil referiu também a “grande preocupação” com a reabertura da economia e que as linhas de apoio ao desenvolvimento económico das PME’s estariam a ajudar nesse sentido; principalmente na área do turismo.

Afirmou ainda que “o grande desafio” estaria agora centrado na Educação, nesse sentido, a Câmara Municipal terá emprestados tablets e adquirido 100 computadores para o mesmo efeito, assim como a implementação da Internet no domicílio, para dar resposta aos alunos mais carenciados.

Por fim, Emídio Sousa, presidente da Câmara Municipal, anunciou que o número de casos confirmados estaria estabilizado no concelho – abaixo dos 400 casos [número absoluto e cumulativo] e registaram- se, até ao dia 20 de abril, oito óbitos reportados pela autoridade de saúde. “Estes oito óbitos são atribuídos ao Covid-19, mas teriam outros problemas associados,
sendo que a maior parte insere-se na faixa etária entre os 80 a 90 anos. O nosso balanço final não é nada mau, desde que as coisas se mantenham. Quero manter uma certa reserva quanto a isto, porque o meu receio é que se afrouxe nas medidas de contenção. Não podemos facilitar em nada. Mas, até à data, felizmente, os números e a resposta dos profissionais têm corrido razoavelmente bem”, concluiu o edil.