“Acredito que juntos conseguimos um concelho verdadeiramente agregador e progressista”

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Bárbara Pinto, candidata do Bloco de Esquerda à Câmara Municipal de Santa Maria da Feira, em entrevista

A cabeça-de-lista do Bloco de Esquerda à Câmara Municipal de Santa Maria da Feira pretende colocar o concelho feirense “nos trilhos da modernidade” através de propostas criadas em função das “principais necessidades” e “daqueles que são os índices de bem-estar e que nos encaminham para uma sociedade mais justa, equitativa e progressista”. Bárbara Pinto considera que a gestão camarária, por parte do Executivo social-democrata, foi “desastrosa” e que “dificilmente” a avaliação poderia ser mais negativa. Nesta entrevista, a candidata bloquista aponta as principais necessidades do Município e revela as soluções que o Bloco de Esquerda propõe. A candidata bloquista refere que a “maior prioridade” do partido é o de colocar-se “sempre ao lado de quem mais precisa”.

Quais são as principais razões que a levaram a encabeçar a candidatura do Bloco de Esquerda à Câmara Municipal de Santa Maria da Feira?  

Os momentos atuais apelam a uma mudança que responda às preocupações e necessidades dos feirenses. Há momentos que nos obrigam a responder e agir de acordo com as nossas motivações e com aquilo que achamos justo. E vivemos esse momento. Um momento em que os feirenses se sentem a viver num concelho paralelo àquele relatado pelo Executivo do PSD.  Um concelho onde se fala em “pleno emprego”, mas onde 20% dos seus trabalhadores não ganham o suficiente para fazer face às suas despesas e necessidades. Um concelho com um Executivo que se diz amarrado a circunstâncias contratuais, que – por incompetência política – não foi capaz de evitar e agora prejudica a população com concessões danosas para a Câmara e para todos nós, das quais são exemplo as concessões à P. Parques e Indaqua. Porque o nosso legítimo desagrado precisa ser direcionado para se transformar em ação efetiva, aceitei encabeçar a candidatura do Bloco de Esquerda à Câmara de Santa Maria da Feira e por acreditar que juntos conseguimos um concelho verdadeiramente agregador e progressista, a favor de todas e todos.

Nesse sentido, que balanço faz sobre o atual mandato do Executivo camarário?

O balanço possível e que corresponde ao desagrado da maioria da população feirense, que se sente defraudada face àquilo que lhe foi prometido e àquilo que ficou por cumprir. A gestão da Câmara, por parte do Executivo PSD, foi desastrosa para todo o concelho. Adensou problemas antigos, ignorou e negligenciou questões relevantes ao bem-estar, ambiente e qualidade de vida dos feirenses. Um Executivo incapaz de responder com firmeza e a favor da população que representa, face aos interesses de empresas privadas a quem concessionou bens públicos, inércia resultante na falta de respostas face a problemas habitacionais. Em Santa Maria da Feira há 900 pessoas sem resposta face ao pedido de habitação à Câmara e é só visitar as habitações camarárias para entender o descaso a que as pessoas que ali vivem foram abandonadas. Atentados constantes ao património natural do nosso concelho, com descargas ilegais de recorrência semanal, cortes arbitrários de árvores e inércia face à proliferação de lixeiras clandestinas. No final das contas, e enumerando apenas exemplos concretos da ação (ou falta dela) por parte do atual Executivo camarário, a nossa candidatura considera que dificilmente a avaliação poderia ser mais negativa.

(…)

Leia a entrevista na íntegra na edição impressa/digital do Jornal N.