“Quero ver o modelo liberal implementado no nosso país e concelho”

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Carla Abreu é a candidata da Iniciativa Liberal à Câmara Municipal de Santa Maria da Feira uma vez que se revê “no liberalismo enquanto política baseada no respeito pelo indivíduo”. “O executivo camarário esteve mal na gestão e modernização do concelho em geral” é o balanço da candidata da Iniciativa Liberal ao mandato do atual executivo camarário. Apresenta as principais propostas do seu programa eleitoral como, por exemplo, melhorar as competências técnicas dos recursos humanos no concelho e, em termos ambientais adotar um plano de preservação das paisagens naturais, promovendo a reabilitação ecológica de espaços degradados.

Quais são as principais razões/motivações que a levaram a encabeçar a candidatura à Câmara Municipal de Santa Maria da Feira?

Quem me fez o convite para encabeçar a candidatura à Câmara foi a Coordenação da Iniciativa Liberal em Santa Maria da Feira, na pessoa do Cristiano Santos. Fiquei surpreendida, refleti e aceitei porque sinto que é necessário mudar a forma de fazer política, e que justifica o sacrifício da minha vida privada e profissional em favor do bem comum.

Até 2021 nunca tinha sido filiada em nenhum partido político, no entanto, a política começou a interessar-me na Universidade, em Coimbra enquanto estudante e, desde então, estive sempre muito atenta, a ver como o país era (mal) gerido.

Aceitei fazer parte da Iniciativa Liberal porque me revejo no liberalismo enquanto política baseada no respeito pelo indivíduo, mas que exige responsabilidade e responsabilização dos cidadãos e dos políticos que gerem o nosso dinheiro, dos nossos impostos.

O nosso país tem muita falta de liberais, o que é estranho porque o liberalismo em Portugal é anterior à própria existência de “esquerda” e “direita”, na verdade foram os nossos antepassados liberais quem aboliram a pena de morte em Portugal no século XIX.

A Iniciativa Liberal não é um partido do sistema, quer mudar o sistema.

Que balanço faz sobre o atual mandato do Executivo camarário?

Penso que este último foi o pior mandato de Emídio Sousa, podemos dizer que foi o mandato da estagnação e do decréscimo. O executivo camarário esteve mal na gestão e modernização do concelho em geral.

Em especial, falhou na área dos transportes e mobilidade. De facto, não existe um sistema integrado de transportes, em rede, que sirvam as freguesias do concelho. Nem sequer há Metro apesar de pertencermos à Área Metropolitana do Porto. Não temos alternativa moderna de mobilidade ferroviária, pois a Linha do Vouga que atravessa o concelho data do século XIX, não está requalificada, não conectando as freguesias, nem os principais eixos do país.

Noutras áreas, também não esteve bem o executivo, veja-se que o nosso concelho perdeu população (-1,9%) em 10 anos, ao contrário do que sucedeu em concelhos vizinhos, como S. João da Madeira. Actualmente, temos por 100 jovens 155 idosos. O que é preocupante.

A gestão autárquica é ineficiente e não é transparente. Os munícipes estão mal servidos, pagam muito por serviços de pouca qualidade. Os casos das concessões da Indaqua e P Parques são exemplos de má gestão, em prejuízo dos munícipes.

Por outro lado, o executivo camarário não se preocupa em simplificar a burocracia (veja-se o que se passa com a morosidade dos licenciamentos e as exigências até ao absurdo de requisitos técnicos).

Não há preocupação da Câmara em manter e requalificar os equipamentos sociais existentes (como é o caso do Zoo de Lourosa), preferindo executar megaprojetos, com fundos comunitários, de utilidade duvidosa, do que requalificar.

A gestão camarária nas questões habitacional e ambiental é igualmente ineficiente, faltando planificação e incentivo.

 

Leia a entrevista na íntegra na ediçãod esta segunda-feira do Jornal N.