“Santa Maria da Feira precisa do reforço da CDU”

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Isabel Gomes, candidata da CDU à Câmara Municipal de Santa Maria da Feira, em entrevista

Isabel Gomes candidata-se à Câmara Municipal de Santa Maria da Feira com o objetivo de “dar voz à Feira” e a todos os feirenses. A candidata da CDU afirma que o concelho está marcado por “uma profunda desigualdade”, como a desigualdade no acesso aos serviços públicos de saúde, de educação, de cultura e de apoio social. O programa eleitoral inclui várias propostas que estão distribuídas em seis grandes temáticas de intervenção: educação, saúde, ambiente e equilíbrio ecológico, mobilidade e acessibilidades, cultura, património, desporto e associativismo e funcionamento dos órgãos autárquicos.

Quais são as principais razões/motivações que a levaram a encabeçar a candidatura à Câmara Municipal de Santa Maria da Feira?

Santa Maria da Feira precisa do reforço da CDU, uma força política marcada pelo Trabalho, Honestidade e Competência, que prima no país e no nosso município, por defender e valorizar os serviços públicos, defender os trabalhadores, promover a qualidade de vida da população, dinamizar a produção local e o comércio tradicional, fomentar políticas de habitação, assegurar o transporte público, lutar pela reposição das freguesias, preservar o ambiente e os ecossistemas, despoluir os rios e ribeiras, proteger os animais, assegurar a salubridade dos espaços públicos, e apoiar a cultura. Estas são áreas de intervenção que fazem parte, como é do conhecimento público, do nosso trabalho e intervenção, e que continuarão a ser alvo das nossas lutas. É, portanto, com um enorme sentido de responsabilidade e respeito pelo património do trabalho desenvolvido pela CDU neste município, que me coloco ao serviço da candidatura de um colectivo que tem pugnado incansavelmente, e continuará a defender, a qualidade de vida dos feirenses, a justiça social e a defesa do ambiente. É com estes valores que me identifico, e é neste colectivo, nesta união de forças políticas, que me sinto representada enquanto munícipe e cidadã.

Que balanço faz sobre o atual mandato do Executivo camarário? Justifique.

O actual mandato espelha a inércia de todos os mandatos anteriores, que estiveram sempre nas mãos do PSD, relativamente ao interesse público, e que desde 1976 têm vindo a privilegiar o interesse privado em detrimento do bem público e a perpetuação de opções gestionárias, que têm prejudicado os nossos munícipes e a sua qualidade de vida. O Município da Feira merece mais. Mais trabalho, mais compromisso, mais competência. Concretizando, o actual mandato contribuiu para a acentuação dos problemas do município, nomeadamente através da promoção da especulação imobiliária, que apesar do “travão pandémico”, continua a ser um dos ex-libris da habitação no município, e da dificuldade de acesso a uma habitação condigna, direito este que está constitucionalmente inscrito; perpetuação dos sucessivos atentados ambientais, através do abate cego do património natural, da poluição dos recursos hídricos e cursos de água, da falta de protecção animal; a ausência de uma alternativa à concessão privada da água, penalizando profundamente os munícipes à custa da cobrança de valores exorbitantes, valorizando os interesses da empresa concessionária ao invés de responder às necessidades da população; nesta mesma perspectiva, a gestão desastrosa do erário público no que diz respeito à actuação do executivo no âmbito do processo da P. Parques; a inexistência de apoios concretos à promoção dos direitos dos trabalhadores e consequente degradação das condições de trabalho, com impacto directo nos seus salários (e desigualdades salariais entre homens e mulheres); a ausência de uma política de transportes públicos e apoio à mobilidade, conduzindo ao aumento das assimetrias que existem no concelho relativamente ao acesso de toda a população aos serviços, ao trabalho e à cultura.

(…)

Leia a entrevista na íntegra na edição impressa/digital do Jornal N