“Se a população achar que o Bloco deve voltar a eleger, aquilo que dizemos é que vamos preparados para não ter descanso”

Moisés Ferreira é o cabeça-de-lista do Bloco de Esquerda pelo círculo eleitoral de Aveiro. Atualmente pertence à Comissão Parlamentar da Saúde, integrando vários grupos de trabalho. Eleito deputado pelo distrito de Aveiro nas eleições legislativas de 2015 e, novamente nas de 2019.

Que balanço faz sobre a legislatura que se iniciou em 2019 e terminou no ano transato com a dissolução do Parlamento face ao chumbo do Orçamento de Estado para 2022?

Não foi uma boa legislatura. Começou mal com o facto do Partido Socialista e o seu secretário-geral, António Costa, terem recusado um acordo escrito, onde queríamos um compromisso em torno de várias áreas. O PS, em algumas medidas, juntou-se à direita e no Parlamento isso foi muito claro. A legislatura que se iniciou em 2019 foi uma legislatura de estagnação. E isso foi-se notando, por exemplo no SNS desde 2019 até 2021 voltou a aumentar o número de utentes sem médico de família. Tivemos um Partido Socialista que deixou de negociar e fazer avanços à esquerda, usou um acordo para fazer mudanças estruturais na legislação laboral e preocupado em mostrar as contas a Bruxelas.

E como avalia a governação em Aveiro?

O balanço da governação do distrito de Aveiro é o mesmo que fazemos a nível nacional, de estagnação. O PS deixou de querer fazer avanços significativos em várias áreas, seja a saúde, o investimento na ferrovia, a proteção ambiental e a legislação laboral. O SNS neste momento prende-se com os mesmos problemas. O ACES Feira/Arouca em 2019 tinha 1268 utentes sem médico de família, em dezembro de 2021 tinha 5070. O Hospital de Aveiro está identificado para uma ampliação e ainda nada foi feito.

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Leia a entrevista na íntegra na edição impressa do Jornal N de 17 de janeiro.