“Sentimos que os feirenses querem fazer parte da história do PAN”

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Andrea Domingos é a cabeça-de-lista do PAN à autarquia feirense. Convicta no valor da pessoa humana e com uma “visão ecocêntrica”, a candidata visa colocar em prática políticas que incluem Pessoas, Animais e Natureza a “coabitar harmoniosamente”. Nesta entrevista, identifica as principais carências do concelho feirense e apresenta as principais propostas do seu programa eleitoral, que se dividem em quatro eixos. Andrea Domingos aponta como principais objetivos as eleições de dois deputados à Assembleia Municipal e um vereador na Câmara Municipal.

AUTÁRQUICAS

Quais são as principais razões e motivações que a levaram a encabeçar esta candidatura à Câmara Municipal de Santa Maria da Feira?   

A minha experiência como professora, fez com que me apercebesse da importância de privilegiar a educação para os afetos, de privilegiar o contacto com a Natureza e de permitir às crianças experiências positivas com os animais desde tenra idade. A minha formação em Direitos Humanos mostrou a importância em reconhecer a importância dos direitos fundamentais do Homem, na dignidade, no valor da pessoa humana, na igualdade de direitos entre homens e mulheres e na importância de favorecer o progresso social, instaurando melhores condições de vida dentro de uma liberdade mais ampla. A forma como hoje perspetivo a relação entre seres humanos como a sua relação com a Natureza e no respeito pela proteção e bem-estar animal, fizeram com que eu quisesse contribuir de forma mais ativa, junto da sociedade. O PAN é o único partido com o qual me identifico por defender as causas e os valores com uma visão ecocêntrica, com políticas que colocam pessoas, animais e natureza a coabitar harmoniosamente, sem que se conceba um cenário em que um destes pilares se autonomize face aos demais. Só com uma visão íntegra poderemos alcançar aquilo que comummente chamamos de qualidade de vida. O PAN distingue-se, orgulhosamente, desde sempre, por respeitar as demais formas de vida que coabitam, na nossa casa comum: o planeta Terra.

 

Que balanço faz sobre o atual mandato do Executivo camarário?

O último mandato foi aquele que mais acompanhamos, constatando no terreno e no contacto com a população das diferentes preocupações para a qual os munícipes não tinham resposta. A nossa perceção relativamente ao último mandato, apesar de atípico por causa da pandemia, é que não respondeu às necessidades relativamente à Habitação. Observa-se muita construção habitacional, mas incomportável a nível de preços para famílias com baixos rendimentos. Há uma especulação imobiliária, não há recuperação de habitação devoluta com fins públicos e deveria ser recuperada e alugada a preços acessíveis. Os bairros sociais ainda não são passivos energeticamente, estão a degradar-se e estamos a manter pessoas em condições não cumprindo um direito basilar que é o direito à habitação. O PAN não defende a existência de bairros sociais, mas, se eles existem, devem respeitar a dignidade da pessoa humana, como devem permitir a permanência do melhor amigo do homem, que são os animais. Relativamente à causa animal – que está no ADN do PAN – o que nós defendemos é que tudo deve ser feito para o controlo da natalidade das colónias de gatos, ou seja, a aplicação dos programas CED, que a Câmara nada fez para implementar, fazendo com que muitos particulares se venham a substituir à autarquia esterilizando e alimentando diversas colónias. No que diz respeito às matilhas e, porque a Câmara nada faz a este nível, são muitas as pessoas ligadas à causa animal e com ajuda de associações que têm feito o controlo da natalidade das matilhas. No Ambiente, temos assistido ao desaparecimento de habitat de ecossistemas através da devastação de árvores e dita vegetação arbórea que acolhem muitos ser vivos e que ficam sem o seu habitat para dar lugar a espaços de cimento, hipermercados e urbanização sem qualquer preocupação em manter espaços verdes que são verdadeiros corredores ecológicos. Frequentemente, assistimos à poluição dos rios Cáster e Uíma, em que os prevaricadores, apesar de a própria autarquia saber quem são, nunca sofrem coimas. Como referem, quando se chega aos terrenos já não se deparam com nada. Outro problema que se assiste no nosso Município é o da transparência. Seja qual for o órgão do poder local, este deve estar em primeiro lugar ao serviço dos e das munícipes feirenses.

 

Leia a entrevista na íntegra na edição desta segunda-feira do Jornal N.