Cineteatro António Lamoso é o “palco da vacinação” no concelho da Feira

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Primeira fase do processo contempla 17 mil pessoas e, dependendo do número de vacinas disponíveis, é expectável que seja concluída na primeira quinzena de março

O Cineteatro António Lamoso é agora o “palco” que serve como Centro de Vacinação contra a Covid-19 e na sua “estreia” foram vacinadas 280 pessoas. Em três dias, de quarta a sexta-feira, foram vacinadas 750 pessoas dos grupos prioritários definidos nas normas da Direção-Geral da Saúde para esta fase. Este grupo representa um total de 17 mil cidadãos do concelho.

Desde o primeiro dia de fevereiro que as instalações do equipamento municipal estavam prontas para receber o “espetáculo” (embora este seja diferente do habitual). No entanto, dada a carência das vacinas, somente na última quarta-feira foi possível “entrar em palco”. Esta semana, irá chegar uma quantidade assinalável de vacinas que irá permitir acelerar o processo de inoculações diárias, que rondou as cerca de 250 nos primeiros três dias do Centro de Vacinação. A constatação é reforçada pelo diretor executivo do ACES Feira/Arouca, António Alves, que prevê que sejam vacinadas aproximadamente 2.000 pessoas até ao final da semana.

Segundo o presidente da Câmara Municipal, Emídio Sousa, a convocatória deste grupo de idosos com 80 anos ou mais e de pessoas com doenças de risco, entre os 50 e 79 anos, abrange um número “bastante significativo”: são 17 mil cidadãos. “Se vierem vacinas em número suficiente, diria que até à primeira quinzena de março teremos este primeiro grupo vacinado. É a minha expetativa, assim que haja vacinas”, refere o autarca feirense.

Arranque “tímido”, mas positivo

Apesar do Cineteatro estar pronto a vacinar 700 pessoas por dia, o seu arranque foi algo “tímido”. Mas, não é mau que assim tenha sido. “Permitiu que as equipas treinassem e até se melhorou alguns aspetos do Centro de Vacinação, como os circuitos e outros pormenores que já estão resolvidos”, explica Emídio Sousa.

Por isso, o início – com cerca de três centenas de pessoas por dia – “foi positivo” para se perceber os aspetos a melhorar. Agora, a expetativa é que o número de vacinas chegue em quantidade significativa para que, rapidamente, se atinja a tão desejada imunidade de grupo. “Há aqui um trabalho de equipa muito assinalável. Diria que é quase comunitário, pois envolve todos: a Câmara Municipal, o Centro de Saúde, o Hospital S. Sebastião, a Proteção Civil, as forças de segurança, os bombeiros, entre outros. Toda a gente está envolvida no mesmo objetivo e acho que isto é uma das grandes conclusões e mais-valias que este processo nos trouxe”, reforça o edil. “Já a boa organização anterior, entre a autarquia, o Centro de Saúde e o Hospital, possibilitou a articulação entre os envolvidos. Foi um processo que permitiu estar sempre na linha da frente”.

Europarque poderá surgir na equação

O presidente do Executivo camarário considera que existem condições para aumentar o número de postos de vacinação no Cineteatro, assim como alargar o período de funcionamento do Centro de Vacinação, através de um ajuste de turnos de trabalho com os profissionais de saúde. “Há muita possibilidade de esticar este período. Ao invés de fecharmos às 20h00, podemos encerrar às 22h00, por exemplo. Em função da remessa de vacinas que cheguem, há capacidade de adaptação”, assegura.

Emídio Sousa adianta que, em última instância e caso surja um número justificável, as instalações deste Centro poderão mudar-se para o Europarque, um local apetrechado de condições para “quadruplicar” as 700 inoculações diárias inicialmente previstas.

Leia a reportagem na íntegra na edição online do Jornal N.

Foto: Câmara Municipal de Santa Maria da Feira