“O meu maior desgosto é não conseguir pegar no meu filho ao colo”

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Deitou-se bem e acordou sem forças para um dia que viria a alterar a sua rotina para sempre. Henrique Santos, natural de Argoncilhe, foi diagnosticado com uma doença rara que paralisou o seu corpo – a síndrome de Guillain-Barré.

O dia 4 de agosto de 2020 será uma data que Henrique Santos nunca irá esquecer. Acordou para uma rotina que milhões de pessoas fazem: ir até à padaria, levar os filhos à escola e trabalhar. No entanto, esta manhã de Verão foi invulgar para Henrique, de 39 anos.

Quando se levantou, teve a impressão que iria cair. “O que é isto?”, pensou, enquanto sentia uma ausência de força no lado direito do corpo. “Até decidi fazer alguma ginástica para ver se ia tudo ao sítio… Nunca me tinha acontecido algo assim”, conta. Vestiu-se e decidiu entrar no carro para enfrentar mais um dia. Enquanto fazia a marcha-atrás, não se sentiu bem e decidiu chamar pela sua esposa. De seguida, contactaram os bombeiros que, na altura, consideravam que se tratava de um ataque cardiovascular. Mas esta estória era diferente.

Henrique Santos, natural de Argoncilhe, foi encaminhado até ao Hospital S. Sebastião. No final desse dia, após vários exames, a equipa médica tomou uma decisão. “Sugeriram ligar para a minha esposa, pois ia ficar em coma induzido. Iam ligar-me aos ventiladores”, relembra. Foi-lhe diagnosticada a síndrome de Guillain-Barré; uma doença rara e autoimune do sistema nervoso periférico. O caso de Henrique é um dos mais graves.

Leia a reportagem na íntegra na edição online do Jornal N.