Restaurante Lago define “confiança e conforto dos clientes” como principal prioridade

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Inaugurado a outubro de 2016, nas instalações do Centro de Congressos do Europarque, o Restaurante Lago inspira o seu nome na vista para os jardins e no lago envolvente ao espaço. O estabelecimento feirense já preparou os arranjos para a retoma do setor da restauração e José Resende, responsável pelo estabelecimento, refere que a pandemia da Covid-19 causou um “impacto muito significativo”. O “Lago”, que anteriormente contava com uma lotação de 150 lugares, terá agora 70 a 80 lugares disponíveis devido às restrições impostas pela Direção-Geral da Saúde. Contudo, o mesmo sublinha que a principal prioridade está focada na “confiança e no conforto dos clientes” do serviço gastronómico.

Dada a situação da pandemia de Covid-19, que impacto assinala no caso do Restaurante Lago?

Teve um impacto muito significativo e muito mau. Basicamente o restaurante encerrou de um dia para o outro e deixamos de faturar. Os impostos continuaram a cair e, como estivemos fechados, não se assinalou qualquer tipo de receita.

Durante o período de confinamento a que o Estado de Emergência obrigou, encontraram algum tipo de solução, como o serviço take-away, por exemplo?

Não. Consideramos que o take-away não seria um serviço rentável e não estávamos preparados para o fazer também. Nesse sentido, não queríamos estar a desempenhar um mau serviço, uma vez que temos uma imagem e reputação a defender.

Uma vez que esta segunda-feira irão reabrir, de que forma o Lago irá readaptar-se a esta situação?

Como se sabe teremos que cumprir com todas as normas da DGS e iremos implementar também algumas normas internas com o objetivo de evitar a propagação do vírus. Assim, a logística do restaurante será diferente: vamos criar duas equipas de trabalho com horários distintos; minimizar os contactos entre o staff e aplicar um método de higienização alargado e mais rigoroso.

“É necessário convencer as pessoas e consciencializar, assim tenho a certeza que vamos vencer esta dificuldade e avançar em frente”- José Resende, responsável do Restaurante Lago

Dado o distanciamento físico mínimo de dois metros, que lotação máxima de clientes irão possuir?

Anteriormente existia uma lotação de 150 lugares, no entanto com estas medidas estimamos que estejam disponíveis cerca de 70 a 80 lugares.

 No sentido dos restaurantes se aproximarem das receitas anteriores à pandemia, a limitação do tempo máximo por cliente poderá vir a verificar-se?

Não, não iremos controlar o tempo até porque queremos que os clientes estejam confiantes para voltar a frequentar o nosso espaço. A principal prioridade é transmitir confiança e conforto aos clientes para que possam usufruir de um serviço que não puderam durante estes meses.

Que outras medidas podiam ser aplicadas a este setor?

Penso que o mais importante é que todas as pessoas cumpram com as normas da DGS e com a etiqueta respiratória. Isso é o maior sucesso que podemos vir a ter e, assim, vencer este vírus. É necessário convencer as pessoas e consciencializar, assim tenho a certeza que vamos vencer esta dificuldade e avançar em frente. Estamos disponíveis a convencer os clientes para que estes possam voltar a usufruir do nosso serviço gastronómico.

Fotografia: Restaurante Lago