Socialistas pedem “postura ativa” aos serviços municipais, depois de queda de muro no Vale

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Pela voz de António Bastos, os socialistas deixaram expressa a sua preocupação para com o desabamento de um muro de suporte de terras no Vale, no âmbito das obras de ampliação do cemitério local. “Esse muro desmoronou por deficiência de conceção na construção, por força da pressão das águas das chuvas, e também por força dos terrenos agrícolas, muito permeáveis. Devido ao facto de se tratar de um muro de suporte de terras com três metros de altura, em blocos de cimento, deveria ter sido construído todo em betão armado” – opinou António Bastos. O vereador do PS disse ainda “estranhar” que a Câmara Municipal, com “um corpo técnico tão elevado” e “um vereador do pelouro altamente qualificado em Engenharia Civil” não tivesse previsto a ocorrência, classificando-a como uma “triste realidade”. Na resposta, o vereador do pelouro das Obras Municipais, António Topa Gomes, clarificou que o muro que ruiu era já “muito antigo”, que “à luz daquela que é a prática actual, nunca poderia ter sido feito daquela forma”. “Estamos a pensar numa solução em conjunto com a Junta de Freguesia, disponibilizando o apoio técnico necessário, e imediatamente pedimos à Junta para encetar conversações com o proprietário no sentido de aliviar os terrenos nos arredores do muro confinante com o actual cemitério, para garantir que não existiam novas derrocadas. Devo dizer que, de alguma forma, o facto de ter havido uma derrocada, resolveu definitivamente o problema da drenagem do muro nessa parte, e portanto as condições de segurança estão melhores do que estariam na passada semana. As condições actuais permitem uma drenagem franca do terreno” – justificou António Topa Gomes.

Ainda assim, António Bastos pediu uma “postura activa” aos serviços municipais, alertando para os “custos inerentes” a este tipo de desabamento. “É óbvio que poderão argumentar que actualmente a responsabilidade é das Juntas de Freguesia, mas a verdade é que a União de Freguesias pertence ao concelho de Santa Maria da Feira e por isso pede-se uma postura activa por parte dos serviços da Câmara Municipal. Até porque os custos destas obras também recaem sobre a Câmara. Chamava também a atenção para um muro que existe a montante das últimas obras feitas numa anterior ampliação do cemitério, e que confina com cemitério, e no cemitério já existem jazigos ocupados que por força dessa situação certamente existirão pessoas que vão visitar os seus ente queridos naquele local e podem incorrer numa situação de perigo eminente, já que o muro já tem fendas de 6 a 8 centímetros de largura. Esse muro sobre o cemitério actual do Vale manifesta perigo iminente de ruína, o que pode ser extremamente perigoso para quem visita” – alertou o socialista.