Basqueiral está de volta e trouxe uma tonelada de lixo a Santa Maria de Lamas

O Museu de Lamas abriu portas a 19 de junho e foi invadido pelo “filho artístico” do Basqueiral: o “BasqueirArt”. A assombrosa exposição, que marca o arranque do festival que se debruça sobre o Ambiente, acompanha os registos fotográficos de Mário Cruz e outras instalações artísticas.

“Living Among What’s Left Behind”, de Mário Cruz, retrata a poluição no rio Pasig, nas Filipas – um “cenário muito negro” para o futuro ambiental. Mas esse “futuro” está mesmo aqui ao lado e representa a atualidade e o passado de muitas gerações de famílias filipinas.

É nesse sentido que uma tonelada de lixo está agora a residir no espaço museológico lamacense. A inevitabilidade de se cruzar com lixo por todo o Museu é a primeira marca de consciencialização que a Basqueiro – Associação Cultura imprime, assim como a instalação do feirense Rui Sousa.

Em 2019, o fotojornalista, Mário Cruz, viu uma das suas fotos a ser premiada pelo World Press Photo, na categoria Ambiente. A exposição fotográfica já esteve patente em Oeiras, Roma, Bruxelas e Macau. Desta vez, chegou a Santa Maria de Lamas e a fasquia elevou-se. “Não digo isto por estar aqui hoje, mas o Museu de Lamas e a Basqueiro – Associação Cultural superaram em grande escala a exposição que ganhou o prémio de Melhor Exposição do Ano, pela Sociedade Portuguesa de Autores”, admitiu.

Leia mais na edição impressa/digital do Jornal N-