“Espero fazer o melhor pelo meu concelho, distrito e país”

António Topa Gomes, cabeça-de-lista do PSD pelo círculo eleitoral de Aveiro, em entrevista

O ex-vereador do Executivo camarário de Santa Maria da Feira é o rosto que surge na primeira posição da lista do PSD/Aveiro. A corrida política ao Parlamento é uma estreia, mas António Topa Gomes reconhece equilíbrio e renovação na lista política do PSD pelo círculo eleitoral de Aveiro. Espera corresponder à responsabilidade do cargo político que lhe foi proposto de forma inesperada e traça as principais premências do concelho, distrito e país.

Que balanço faz sobre a legislatura iniciada em 2019 e que terminou no ano transato com a dissolução do Parlamento face ao chumbo do Orçamento de Estado para 2022?

O balanço que faço não é muito positivo por duas razões. A primeira é que se trata de um projeto que fica a meio por manifesta falta de estabilidade e de condições para chegar ao fim. O segundo aspeto, que é o mais negativo, é que se nota uma negociação, entre o PS e as franjas mais à esquerda, que estava a tornar as soluções desequilibradas para o país. Estávamos a obter um conjunto de soluções no Orçamento que estava muito condicionado pela votação dos partidos do espectro mais à esquerda. O desequilíbrio era de tal forma notório, que o primeiro-ministro reconheceu que não tinha condições de manter os compromissos europeus e estar aliado a estes partidos da extrema-esquerda. Nessa perspetiva há um falhanço total da solução parlamentar encontrada e a razão objetiva é que apenas cumpriu metade do tempo.

Que leitura lhe merece a lista de candidatos apresentados pelo PSD Aveiro?

O PSD apresenta aquilo que deve ser uma lista política. Conseguiu-se um misto de experiência e em trazer gente nova à política, com ligações ao serviço público ou com experiência em áreas mais privadas e, portanto, parece-me equilibrado. Outro aspeto importante é a capacidade de renovação. Não podemos ter sempre os mesmos deputados e sou daqueles que defende, e muito bem, a limitação de mandatos para presidentes de Câmara e isso deveria ser extensível a todos os cargos. Nesse sentido, a composição desta lista é positiva.

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Leia a entrevista na íntegra na edição impressa do Jornal N.

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