Feira atinge novo máximo de desempregados desde abril de 2017

Em setembro deste ano, contabilizaram-se 5.642 desempregados inscritos no IEFP – o maior registo desde abril de 2017

O concelho de Santa Maria da Feira atingiu um novo máximo do número de desempregados inscritos no Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP) desde abril de 2017. No mês de setembro, contabilizaram-se 5.642 desempregados inscritos. Segundo o relatório de Estatísticas Mensais por concelho – disponível para consulta no site do IEFP – Santa Maria da Feira não registava um número tão elevado de desempregados desde abril de 2017, no qual registou 5.811 pessoas inscritas.

Número de desempregados inscritos de Santa Maria da Feira no IEFP – ano 2019 e 2020 (Fonte: IEFP)

O maior registo dos últimos quatro anos no território feirense é de 6.373 desempregados, a janeiro de 2017. Nesse ano, segundo o quadro de Desemprego Registado por Concelho (situação no fim do mês), o número de pessoas inscritas no IEFP, residentes no concelho da Feira, nunca esteve abaixo de 5.000. Só o mês de dezembro se aproximou dessa marca, registando o menor número (5.116).

Nos primeiros quatro meses de 2018, as contas mantiveram-se acima dos 5.000, embora em sentido descendente. Janeiro de 2018 foi o mês em que se registou mais desempregados – um total de 5.483. No entanto, nesse ano, houve uma diminuição constante durante sete meses consecutivos, o que possibilitou em julho registar o menor número de desempregados inscritos nesse ano: 4.184.

Já em 2019, à semelhança dos dois anos anteriores, o maior número de desemprego voltou a incidir em janeiro com 4.530 inscrições. Em contraste, o mês de junho do ano transato foi o “melhor” mês dos últimos quatro anos – contabilizam-se apenas 4.099 desempregados do concelho no IEFP.

630 pessoas deram entrada no IEFP entre os meses de março e abril 

Neste ano, a maior subida do número de inscritos no IEFP registou-se entre março e abril. Foram mais 630 pessoas que deram entrada no Instituto do Emprego, um período que coincide com o início do surto pandémico e o primeiro confinamento. No entanto, desde dezembro de 2019 até junho deste ano, contam-se sete meses consecutivos em que se regista uma subida crescente do desemprego. Face aos dados disponíveis até à data do fecho desta edição, após verificar-se uma diminuição de 97 desempregados entre maio (5.441 desempregados) e junho (5.344), os números voltam a escalar em julho, com 5.387 inscritos; agosto (5.516) e, em setembro, atinge-se a marca dos 5.642 – o maior número de desempregados inscritos desde abril de 2017 (5.811).

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