Mestre António Joaquim faleceu com 95 anos

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O Mestre António Joaquim, pintor feirense, faleceu esta madrugada com 95 anos. O consagrado autodidata pintor, considerado um dos mais qualificados paisagistas, foi reconhecido em diversas ocasiões pela Câmara Municipal de Santa Maria da Feira pelo seu mérito pessoal e artístico.  

O pintor, natural da freguesia de Travanca, apresentou ao público a 19 de janeiro de 2020 a exposição “Pequenos Formatos, Aguarelas”, no Museu Convento dos Lóios, com 94 anos. A exposição integrava-se na programação da Festa das Fogaceiras 2020. 

“Sempre estive disposto a sacrifícios pela pintura. A finitude é uma barreira que me constrange, mas não me impede de pintar” – Mestre António Joaquim 

O Município de Santa Maria da Feira lamenta “profundamente” a perda do Mestre António Joaquim e relembra que o concelho da Feira tem uma “fortíssima ligação umbilical” a António Joaquim, que a geografia “nunca cortou nem sequer enfraqueceu”. “O Mestre é um filho da terra, um grande amigo e um talentoso artista, digno embaixador do nosso território”, lê-se na nota publicada. Ao longo da sua carreira, a autarquia valorizou, promoveu e preservou as suas obras, o seu percurso e o seu legado. Esta relação fortaleceu-se com a inauguração da Sala António Joaquim e a primeira exposição do pintor, em 1993, no Museu Convento dos Loios, que recebeu a visita do então primeiro-ministro, Aníbal Cavaco Silva. 

A este momento de grande simbolismo, seguiram-se outros de relevo para o percurso do Mestre e para Santa Maria da Feira, destacando-se a assinatura da primeira escritura de doação de obras ao Museu, em 1996; a abertura ao público da requalificada Sala António Joaquim, com exposição permanente, em 2009; e a relocalização e ampliação da Sala António Joaquim, em 2014, após as obras de reabilitação do Museu. 

Em 2018, na exposição “Autobiografia – Uma vida, uma obra”  António Joaquim considerou que a sua autobiografia é um retrato fiel de “uma caminhada que não foi fácil”. “Sempre estive disposto a sacrifícios pela pintura. A finitude é uma barreira que me constrange, mas não me impede de pintar” – referiu.