Nathalie Santos: a feirense que recorre à Arte para enfrentar a vida

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Nathalie Santos, de 36 anos, é uma artista feirense especial. Reside há 31 anos em Santa Maria da Feira e esteve, até aos seis anos de idade, em França. Diz que, desde que se conhece, sempre esteve intrinsecamente ligada às Artes, nomeadamente na escultura e na pintura. Tem peças de cerâmica que guarda desde a infância, que foi marcada pela pobreza. Atualmente, possui um grau de incapacidade de 60% devido à sua condição de saúde. É bipolar.

Esta doença psiquiátrica, caracterizada por variações acentuadas do humor, foi-lhe diagnosticada em 2012 e Nathalie explica que a Arte funciona como uma terapia e “escape”. Quando questionada sobre se alguma vez tentou transpor para o formato físico ou visual a sua condição de saúde, diz que sim. Confessa que há um lado “muito sofredor” em fazê-lo, mas explica: “Digamos que se tivéssemos uma face de alguém, teríamos uma face negativa e outra face sorridente e positiva. O objetivo do tratamento de um bipolar é equilibrar esses dois lados”.

Esta condição de saúde despoletou-se por motivos emocionais e hereditários. Aos seis anos, os pais separaram-se. Esteve durante algum tempo sem contactar com o pai. A mãe criou três filhos sozinha. Começou como varredora de rua, tendo depois passado para copeira, num restaurante no Europarque. “Foi a pessoa que mais me apoiou em continuar a fazer aquilo que mais gosto”, afirma.  Assume que viveu num ambiente “inóspito” com “muita pobreza” e “energia má” em redor.

Influência do Mestre António Joaquim

No entanto, Nathalie Santos encarou a vida e não deixou que a sua condição a estagnasse. Atua, sobretudo, nas vertentes da Escultura e Pintura.

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