Projeto PRIMÁRIO prepara novos desafios para os próximos meses

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A 20 de fevereiro de 2020 foi apresentado publicamente o PRIMÁRIO, um projeto criativo dinamizador da educação do futuro. A Câmara Municipal de Santa Maria da Feira desafiou-se a alargar o espectro da educação a um contexto criativo multidisciplinar. O PRIMÁRIO surge como espaço qualificado de promoção da criatividade, com apoio técnico e formativo em diferentes domínios. O edifício de uma antiga escola primária, na freguesia de Fiães, transformou-se no PRIMÁRIO, um polo de criatividade aberto aos projetos de jovens alunos do concelho, com espaço para reuniões, oficinas para a construção de figurinos e cenários, sala de formação e, ainda, espaço de trabalho para projetos de diferentes áreas. Um ano depois da apresentação do projeto, o Jornal N falou com a vereadora do Pelouro da Educação, Desporto e Juventude, Cristina Tenreiro, para fazer um balanço do projeto e quais as expectativas para o futuro do PRIMÁRIO.

Como surge a criação do projeto PRIMÁRIO?

O PRIMÁRIO surge naturalmente como resultado da aposta estratégica do Município de Santa Maria da Feira na educação, na necessidade de se valorizar o ensino profissional, de se estimular a oferta formativa e de se aproximar os cursos profissionais ao setor artístico e ao mercado de trabalho. Era urgente a criação de uma interface entre a comunidade escolar, a comunidade artística e a comunidade em geral. Este espaço de experimentação, de reflexão e de conhecimento, potenciador de cruzamentos entre as artes performativas, as artes visuais e conteúdos digitais pretende fomentar a criação de um referencial formativo de dimensão nacional e estimular a flexibilidade de metodologias e a diversidade de aprendizagens. Há a procura de despertar e desenvolver competências nos estudantes sempre alicerçados em discursos artísticos contemporâneos. É desta necessidade e da constante interação e resposta à evolução que nasce o PRIMÁRIO e se constrói o seu modelo de atividade.

Este projeto potência a criatividade e a educação através da componente prática. É importante os jovens terem projetos como este?

O PRIMÁRIO pretende estimular a investigação e a autodescoberta, promovendo a partilha de competências através do contacto dos jovens com perfis, especialidades e conhecimentos diferenciados, num ambiente que encara a capacitação e o desenvolvimento de competências como elos primordiais da formação no século XXI. Numa primeira instância, o processo metodológico pretende estimular a partir da observação e do contacto com profissionais de referência em diferentes domínios técnicos. Numa segunda camada, entra a componente da experimentação, que consideramos essencial para a evolução pessoal e profissional dos nossos jovens, aproximando-os do mercado de trabalho, através do contacto direto e da prospeção de oportunidades emergentes de carreira profissional.

Santa Maria da Feira é um concelho que vive muito da cultura e arte. Acredita que este projeto além de uma mais-valia para os jovens é para toda a comunidade?

O PRIMÁRIO pretende aproximar diferentes disciplinas artísticas à comunidade escolar, trabalhar com diversas gerações com um objetivo comum, inspirando a comunidade para o desenvolvimento contínuo que contribui para a transformação social. Orientado para a profissionalização das novas gerações e com um posicionamento para o mercado cultural e criativo qualificado, o PRIMÁRIO funciona em complemento ao plano curricular oficial, através de um espaço de trabalho, com recurso a oficinas que possam transformar-se em laboratórios de exploração criativa, capazes de estimular o desenvolvimento de grupos trabalho informais com uma aprendizagem baseada na experimentação e na prática quotidiana. O PRIMÁRIO anseia aproximar profissionais de diversas áreas para a partilha construtiva de experiência, com um objetivo comum: uma construção colaborativa com vista à melhoria contínua, focando a criatividade enquanto agente de mudança, de transformação.

Leia a entrevista na íntegra na edição online do Jornal N.