Trabalhadores dos CTT reivindicam mais funcionários e melhores condições no trabalho

Na passada sexta-feira dia 20 de maio, os trabalhadores dos CTT estiveram em greve, com uma marcha que teve origem no centro de distribuição, na zona industrial de roligo, percorrendo as ruas de Santa Maria da Feira e com destino final o largo em frente á Câmara Municipal. Houve 100% de adesão dos trabalhadores efetivos.

José Rocha, dirigente da Sindetelco (Sindicato Democrático dos Trabalhadores dos Correios, Telecomunicações, Media e Serviços) alegou que os CTT a nível nacional estavam um caos, que este não era um problema isolado. As principais razões da greve são a falta de trabalhadores, a sobrecarga dos giros (circuito de cada carteiro). “Houve colegas que foram reformados e os postos de trabalhos não foram ocupados. A falta de contratação para férias, a sobrecarga de trabalho, sobrecarga de horas, com horas extra que não são pagas, são outros dos principais problemas. Já não é efetivado um carteiro há três anos. Inerente à sobrecarga de trabalho existe a exaustão dos funcionários a nível físico e psicológico. Existem muitas adversidades a nível de distribuição e a nível de atendimento, as férias estão a ser adiadas por não haver trabalhadores suficientes. Houve um aumento salarial de 7,50€ em relação aos outros anos quando havia as administrações. A empresa seguia-se pelo valor da inflação que era inferior a 1% e era aí que a empresa negociava, neste momento a inflação está em 7,4 que equivaleria a um aumento salarial de mais ou menos 70€.”

As soluções propostas pelo dirigente são, contratar mais funcionários e rever o estudo novo que foi feito em setembro do ano passado. Este contemplou o corte de giros e foram aumentadas as áreas de distribuição a cada carteiro.

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