“UM VÍRUS QUE NÃO PERCEBE NADA DISTO”

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Muito se tem falado do novo coronavirus, o COVID-19. Relativamente à saúde, parece bastante óbvio que estamos de acordo no que toca a tomar  medidas que travem a sua propagação.

Estamos também todos de acordo que esta é uma crise que põe, sem quaisquer dúvidas, a saúde à frente de tudo o resto. Mas, tudo o resto voltará à sua rotina (mesmo que nova) e teremos de estar preparados.

E é precisamente aí que estamos a falhar. O vírus tem claramente um perfil pouco liberal, bloqueando várias liberdades que até hoje tínhamos como garantidas… e ainda temos. Porém, nem só de saúde humana se trata esta crise. Também se trata da saúde do seu salário, da sua renda, da sua empresa ou da sua reforma. E é aí que se notam as maiores debilidades.

O nosso Presidente da República disse com bastante clareza que “a democracia não está suspensa”. Ora, se não o está, não peçam para não criticar e muito menos peçam admitir que medidas que aumentam o poder do Estado e diminuem o das pessoas.

Portugueses esses que agiram mais cedo do que o Estado, deixaram de levar os filhos à escola ou que remodelaram o seu negócio para produzir o que os hospitais precisam.

Como se não fosse suficiente, foi reforçado o poder do Estado sobre cada um de nós na renovação do Estado de Emergência. Mas… para que? Não estávamos a cumprir? Estávamos. Íamos de férias na Páscoa? Talvez. Mas era preciso controlar o preço que um revendedor faz quando temos a ASAE para vigiar isso? Será que a ASAE não está a fazer o seu trabalho?

Façamos um exercício simples: se comprar uma máscara a 1€ mas o Estado me obrigar a vendar a 0,5€, terei de perder dinheiro e ainda pagar o salário. Faz sentido? Mesmo que alguém aumente da noite para o dia o preço, a ASAE tem toda a legitimidade para actuar. Agora imagine que tem de pagar o salário a um colaborador seu, mas como não tem vendido não
vai conseguir. Então, o Estado oferece dinheiro. Dinheiro esse que lhe foi emprestado pelo Banco Central Europeu a uma taxa negativa, contudo o Estado vai emprestar-lhe entre 1% e O vírus tem claramente um perfil pouco liberal, bloqueando várias liberdades que até hoje tínhamos como garantidas… e ainda temos. Porém, nem só de saúde humana se trata esta crise.

1,5%. Mas esta crise é para os Estados ganharem dinheiro?
Microempresas (até 10 pessoas), pequenas empresas ou médias, estão disponíveis para se endividarem quando ainda não se capitalizaram o suficiente?
Bem, medidas destas mostram que o Estado não tem noção do tecido empresarial português.

Queria partilhar convosco estas minhas inquietações, que são também a de muitos e muitos portugueses.
Não deixe que o Covid-19 seja usado como cortina de fumo. Se possível, fique em casa. Mantenha-se saudável.