Equilibrar as necessidades energéticas: O dilema de Portugal entre a luz e o gás natural

Equilibrar as necessidades energéticas: O dilema de Portugal entre a luz e o gás natural

 

A energia é a base da civilização contemporânea. Usamo-la nas nossas casas, nos transportes e na economia. No entanto, a energia que consumimos tem um custo – não apenas monetário, mas também em termos de impacto ambiental. Portugal, como muitas outras nações, está a lutar para equilibrar as suas necessidades energéticas e encontrar uma solução sustentável que satisfaça as necessidades atuais sem comprometer o futuro. Portugal é abundante em fontes de energia renovável, como a energia eólica, solar e hidroelétrica. Apesar desses recursos, as necessidades energéticas do país ainda dependem principalmente do gás natural e do petróleo. O uso de combustíveis fósseis tem aumentado significativamente as emissões de gases de efeito estufa, contribuindo para a crise global das mudanças climáticas, um tema que tem estado na agenda há algum tempo.

Portugal fez avanços consideráveis nos últimos anos para aumentar a sua dependência de fontes de energia renovável. O país estabeleceu metas ambiciosas para a produção de energia “limpa” e investiu na energia eólica, solar e hidroelétrica. Esses esforços deram frutos, com Portugal já acima da meta PNEC de 2030 quando se trata do consumo de energia renovável.

No entanto, a mudança do país para uma economia baseada em energia renovável ainda está repleta de dificuldades. Uma das maiores dificuldades é a natureza intermitente das fontes de energia renovável, o que significa que nem sempre estão disponíveis quando necessárias. Como resultado, fontes de energia de backup, como gás natural e petróleo, são necessárias para manter um fornecimento de energia consistente e previsível.

Outra questão é que a tecnologia da energia renovável é atualmente mais cara do que os combustíveis fósseis tradicionais. Pode-se dizer que Portugal tem uma tarefa quase impossível se quer mudar completamente para uma rede de energia renovável, devido a questões financeiras. Além disso, o país carece de infraestruturas e opções de armazenamento necessárias para incorporar completamente a energia renovável como a sua primeira fonte de energia.

Apesar destes obstáculos, Portugal está empenhado em encontrar uma solução de longo prazo para as suas necessidades energéticas. O governo está a investir na investigação e no desenvolvimento de novas tecnologias que ajudarão a abordar as questões de energia intermitente e custos elevados. Por exemplo, o governo está a investigar opções de armazenamento de energia, como baterias, com o objetivo final de armazenar energia renovável extra, assim quando esta estiver disponível será possível usá-la quando necessário.

Além dos avanços tecnológicos, Portugal tem como objetivo aumentar a consciencialização pública e os apoios à energia renovável. Conhecer quem são os distribuidores e o que cada um oferece, como por exemplo qual a eletricidade mais barata, é crucial para que a população esteja bem informada e possa tomar decisões que coloquem o país no lugar que merece. Isso envolve campanhas educacionais, bem como incentivos financeiros para que indivíduos e empresas utilizem fontes de energia renovável. Além disso, o governo está a colaborar com outros estados membros da UE para desenvolver um mercado de energia mais integrado que possa ajudar a reduzir os preços e a expandir o uso da energia renovável.

No que diz respeito aos consumidores, cabe-lhes obter o melhor negócio, quer do ponto de vista financeiro quer ambiental, bem como aprender a gerir todo o processo de contratar energia da melhor forma possível.

Finalmente, o caminho a seguir exigirá uma combinação de ideias criativas, determinação política e apoio popular. Portugal pode assim continuar a progredir em direção a um futuro energético mais sustentável, cooperando e servindo de modelo para outras nações que enfrentam questões semelhantes.

 

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