Salvador Malheiro tomou posse para o mandato autárquico de 2021-2025

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Treze dias depois de o Partido Social Democrata ter vencido a eleição para os órgãos do município de Ovar, Salvador Malheiro, candidato mais votado no sufrágio à Câmara Municipal e o restante executivo, assim como Pedro Braga da Cruz, vencedor do escrutínio à Assembleia Municipal e os restantes membros mais votados, tomaram posse para o mandato de 2021-2025.

No passado dia 26 de setembro, os eleitores em Ovar foram às urnas para eleger o seu presidente da câmara e da assembleia e o resultado foi a continuidade: as candidaturas do Partido Social Democrata mantiveram a maioria absoluta conquistada em 2017, vencendo a corrida a estes dois órgãos. Para a Câmara Municipal de Ovar, recorde-se, o PSD conquistou sete mandatos, contra dois do Partido Socialista. No que toca à Assembleia Municipal, os sociais-democratas conquistaram 15 mandatos, o PS conquistou sete, o Movimento 2030 arrecadou dois, sendo que CDS-PP, Bloco de Esquerda e PCP conquistaram um cada um.

Numa sessão presidida pelo então presidente da Assembleia Municipal cessante, Pedro Braga da Cruz, Salvador Malheiro tomou posse, pela terceira vez consecutiva, como presidente da Câmara Municipal de Ovar. Para além do líder da autarquia, também Domingos Silva, Ana Cunha, Alcides Alves, Alexandre Rosas, António Bebiano, Maria Júlia Oliveira e Rúben Jorge Ferreira tomaram posse para o próximo mandato autárquico. Márcia Valinho, vereadora eleita pelo Partido Socialista, faltou justificadamente a esta sessão e, como tal, só assumirá as suas funções na próxima reunião de câmara.

 

“Esta foi mais uma vitória de um projeto político de uma geração que se impôs pela sua competência”

 

No seu discurso de tomada de posse, Salvador Malheiro começou por declarar que “o povo vareiro recebeu informação, analisou, avaliou, decidiu e pronunciou-se” e enalteceu que “os munícipes de Ovar são e serão sempre soberanos.”

“O povo do município de Ovar, apesar das múltiplas alternativas (…) decidiu atribuir não só uma maioria simples, não apenas uma clara maioria absoluta, mas sim uma robusta maioria qualificada ao Partido Social Democrata, conferindo-lhe sete dos nove mandatos (…)” – afirmou o recém-eleito presidente da câmara, acrescentando ainda que “o povo vareiro decidiu repetir o mesmo resultado inequívoco de 2017, que constituiu um máximo absoluto da democracia em Ovar e que muitos pensavam que jamais se poderia repetir.”

Para Salvador Malheiro, “factos são factos e esta foi mais uma vitória de um projeto político de uma geração que se impôs pela sua competência, pelo seu trabalho, pelo seu carisma, pelo seu espírito de equipa, pela sua integridade, pelo seu caráter, pelo seu rigor, pela sua proximidade aos concidadãos e pela sua vontade de servir o povo e dignificar a classe política.”

O presidente da Câmara Municipal de Ovar referiu, também, que a vitória nas autárquicas confere “uma responsabilidade imensa” e que ele e a sua equipa são “conhecedores dos enormes desafios” que têm pela frente, mas garantiu que a “euforia da vitória já faz parte do passado.”

 

“Todos têm o seu papel, todos podem contribuir e todos podem ajudar”

 

Reconhecendo mérito a algumas das medidas apresentadas pelas outras forças políticas que foram a eleições no passado dia 26 de setembro, o recém-eleito presidente da Câmara Municipal de Ovar desafiou os outros partidos, assim como os demais cidadãos, a apresentarem as suas propostas.

“Apesar da estrondosa maioria que nos foi atribuída de forma democrática, continuamos a respeitar, reconhecer e a defender as minorias. Todos têm o seu papel, todos podem contribuir e todos podem ajudar, mesmo aqueles que não têm representação na Câmara Municipal de Ovar (…).” afirmou Salvador Malheiro, adiantando ainda que “não é por acaso que temos as portas da Câmara Municipal abertas para todos e assim vamos, com certeza, continuar.” Da sua parte e também da restante equipa, afiançou o presidente, “deixamos a nossa palavra de honra de que todas as propostas apresentadas vindas de onde for serão analisadas com rigor e seriedade e não colocaremos nenhum obstáculo à sua discussão e à sua eventual implementação.”

 

As dez prioridades do recém-eleito presidente da Câmara Municipal de Ovar

 

“O que é essencial neste momento é não perder a oportunidade da estratégia local de habitação e os respetivos recursos financeiros já garantidos, permitindo dar um salto qualitativo considerável nesta matéria no nosso território. O que é fulcral é não perdermos o foco na resolução do principal problema do município de Ovar, que é a erosão costeira, garantindo que os quebra-mares estacados com a deposição artificial de areia em Cortegaça e no Furadouro sejam uma realidade, depois da Câmara Municipal de Ovar ter executado tudo o que estava ao seu alcance, seja na realização de projetos de execução ou nos estudos de impacto ambiental. O que é decisivo é aproveitar os fundos do Plano de Recuperação e Resiliência, em parceria com a Universidade de Aveiro e as nossas empresas de tecnologia de ponta, na criação de um polo da universidade de Aveiro, em território vareiro, permitindo a formação de quadros técnicos da mais elevada qualidade, perfeitamente enquadrados com as necessidades de recrutamento das nossas empresas e dinamizando muito a nossa economia local. O que é estrutural é sabermos preparar e negociar, com competência e eficácia, a transferência de competências do Governo para a Câmara Municipal prevista para o primeiro semestre de 2022, nunca perdendo de vista o objetivo maior: proporcionar aos munícipes de Ovar mais e melhores serviços de saúde, serviços de educação de qualidade a todos os níveis, meios de proteção social adequados, permitindo o justo ascensor social para quem merece e ainda melhores infraestruturas públicas. O que é determinante é garantir que os investimentos na ferrovia e nas estradas nacionais, há muito prometidos no nosso território, finalmente sejam uma realidade. O que é fundamental é que as obras complementares à atual dragagem da ria de Aveiro e a conclusão da remoção dos sedimentos da Barrinha de Esmoriz tenham lugar o mais rápido possível. O que continua a ser crítico é proporcionar as melhores condições de atração de investimento, gerador de riqueza e de emprego, onde a consolidação das novas zonas industriais e a continuidade de uma fiscalidade municipal amiga das empresas são prioridades máximas. O que é capital é continuar com as atuais políticas municipais de redução da pegada ecológica: somos já uma referência nacional, apostamos na eficiência energética, na gestão eficiente de resíduos, na promoção de renováveis, contribuindo para uma neutralidade carbónica cuja gerações futuras muito vão apreciar. O que continua a ser prioritário é fazer do nosso município um território ainda mais coeso, com investimentos distribuídos por todas as freguesias, promovendo igualdade de oportunidade para todos, seja ao nível da educação, da saúde, da cultura, do ambiente ou dos espaços públicos.”

Estas são nove prioridades anunciadas por Salvador Malheiro no seu discurso de tomada de posse, sendo que o presidente ainda anunciou uma outra: “falta um para perfazer uma dezena e esse décimo é a devolução da autonomia administrativa às nossas oito freguesias.”

 

Assembleia Municipal também tomou posse

 

Na mesma cerimónia, também foi instalada a Assembleia Municipal para os próximos quatro anos. Neste sentido, Pedro Braga da Cruz, Manuel Oliveira Reis, José Fragateiro, Maria de Fátima Ramalho, Sérgio Morais, Luís Vieira Pinto, Carlos Vieira, Alexandra Pachão, Arnaldo Oliveira, Ana Rola, Rui Costa, Fernando Camelo de Almeida, Fernando Almeida Marques, Frederico Sousa Lemos, Tânia Pereira, António Correia de Oliveira, David Oliveira, Emanuel Bandeira, Mário Manaia, Anabela Ferreira, Marco Braga, Felisberto Silva, Cecília Godinho, Miguel Jeri, Joaquim dos Santos Barbosa, Maria da Graça Silva e Martim Guimarães da Costa tomaram posse.

Na sua primeira missão, a assembleia municipal votou uma lista proposta do Partido Social Democrata para a composição da mesa. Com 19 votos a favor, dez em branco e dois contra, Pedro Braga da Cruz foi eleito presidente da mesa da assembleia, Sérgio Morais o primeiro secretário e Alexandra Pachão foi eleita segunda secretária.