“A música tornou-se uma espécie de aliada e melhor amiga”

Samuel Correia é um jovem de 16 anos, natural de Santa Maria da Feira. É cantor, compositor, pianista e estuda produção musical na escola de artes da JOBRA. Lançou, recentemente, o seu EP “Reticências”. Seis músicas originais, que mostram a sua essência, numa simbiose entre música pop e baladas. Amor e a saúde mental são temas abordados nas suas letras. O EP do jovem cantor feirense conta com três temas inéditos, além dos singles “Ninguém (eu)”, “Perdido” e “24 Horas”, que somam milhares de visualizações e downloads. Billie Eilish, The Beatles, Aurea, Rui Veloso, Diogo Piçarra e Tate Mcrae são algumas das inspirações musicais de Samuel Correia. Em entrevista ao Jornal N, o jovem cantor explica como a música o ajudou em fases negativas da sua vida, como foi produzir um EP e o que espera para o seu futuro enquanto artista.

Como é que a música entrou na sua vida?

É sempre um pouco difícil responder, porque acho que todos nós nascemos com esta sensibilidade para a arte. Sendo que cada um nasce para uma arte diferente. Sinto que nasci mais virado para a música. Até aos 13 anos, nunca tive muita relação com outras pessoas. Sempre tive algumas coisas que marcaram a minha vida, alguns episódios que me magoaram, situações de bullying e uma depressão que também enfrentei. E foram acontecimentos como esses que me fizeram ligar cada vez mais à música. A música tornou-se uma espécie de aliada e melhor amiga. Quase como uma forma que eu tinha para escapar dos meus problemas e de me encontrar a mim próprio. E a música começou por adotar esse papel de amiga, de confidente na minha vida e mais tarde veio-se a tornar naquilo, que me fez unir às pessoas que neste momento mais gosto e que me fazem mais feliz. A música tornou-se a minha vida, aquilo que eu faço a full-time.

Estuda produção musical na escola de artes da JOBRA. De que forma é que o curso ajuda no seu projeto?

A produção musical tem sido algo que me tem dado a liberdade de me manter totalmente fiel a mim próprio e na música que faço. O trabalho de um produtor é um trabalho que é cada vez mais próximo do artista, cada vez mais ouvir as necessidades do artista que está a trabalhar connosco e chegar à sonoridade que ele quer. E o facto de ser eu próprio o produtor musical faz com que eu consiga ser completamente fiel às minhas ideias. Mantendo a estética que é preciso ter para uma música passar, por exemplo, na rádio ou para ser incluída numa playlist no Spotify. E ,obviamente, parte da composição também tem vindo a lucrar com esse curso.

“O meu objetivo é fazer arte e conseguir ajudar as pessoas com a minha música”
– Samuel Correia

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