Todagente

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O grupo Todagente é composto por André Meneses, Francisco Reis e Mário Correia, três artistas com percursos distintos, mas aproximados pelo prazer em trazer ao público, o que de melhor a arte tem. Este projeto pretende dar a conhecer-se em vários géneros musicais. Os seus mentores representam três gerações, em diferentes fases das suas carreiras, que encontram um propósito em comum, “Ser Feliz”. Este projeto de música portuguesa surge da vontade de reaproximar gerações, com temas que exploram as emoções através das várias histórias, de toda a gente. “Ser Feliz” já se encontra disponível nas plataformas digitais e, dá mote ao nome do disco que sairá em maio de 2021. Em entrevista ao Jornal N, André Meneses, um dos membros do grupo, fala sobre o projeto musical Todagente, como tem sido a aceitação por parte do público, do primeiro single, e o que se pode esperar do primeiro álbum.

De que forma iniciou o seu percurso na música?

A música entrou na minha vida há muitos anos, uma vez que toco jazz nos casinos. Sempre tive várias influências musicais, fruto de estúdios que frequentava e de vários amigos.

Onde conheceu os restantes membros do grupo?

Conhecemo-nos através das atuações nos casinos Solverde, apesar de não tocarmos juntos. Acha-mos que a fusão poderia ser engraçada e começamos por nos juntar. A junção correu tão bem que, neste momento, já temos o nosso primeiro disco pronto.

Como descreveria o ambiente entre os membros do grupo?

Era impossível o ambiente entre a banda ser melhor. O grupo é composto por três pessoas de três gerações diferentes. O Francisco Reis que tem 50 anos, o Mário Correia que tem 27 anos e eu, que tenho 35 anos. E, são três gerações que acabam por se complementarem bastante, a todos os níveis. Quer seja na efusividade da juventude como na maturidade dos 50 anos, de uma pessoa com outro tipo de experiência. Acaba por ser uma fusão muito bonita, no sentido em que existe uma amizade muito grande, antes de tudo. E depois os conhecimentos musicais em influências muito díspares, que acabam por resultar e juntar toda a gente.

O que esperam transmitir com a vossa música?

Primeiramente, o nosso objetivo é transmitir mensagens simples e que as pessoas se identifiquem, daí o nome Todagente ter surgido. Não queremos contar apenas histórias nossas, mas transportar histórias de toda a gente, aproximando os vários ouvintes.

Quais os estilos musicais que podem caracterizar a vossa música?

A nossa música acaba por estar muito ligada ao estilo pop, daí também passar na rádio. Mas acaba por existir um cruzamento e, criar-se uma fusão de vários estilos. Influências como o hip-hop, jazz, soul e o R&B, mas com o objetivo de ser audível ao público comum e ao maior leque possível.

O que representa para a banda o vosso primeiro single “Ser Feliz”?

Representa o mote da banda e o próprio videoclip do tema é um pouco a exposição da nossa vida pessoal e, porque nós quisemos dar-nos a conhecer um pouco ao público. Queríamos também, que acabasse por representar momentos de toda a gente. No meu caso, a música foi uma surpresa para a minha esposa no casamento. E depois há momentos muito interessantes, no próprio tema, que acabam por ter simbologias como a liberdade, o pegar numa guitarra e ir para a praia, entre outras coisas. Coisas que nos fazem felizes e que as pessoas se possam identificar com esses momentos. Acho que maior significado impossível, porque nós só queremos ser felizes.

Como tem sido a aceitação, por parte do público, do vosso primeiro single?

Tem sido uma surpresa muito grande na medida em que num mês, atingimos praticamente 50 mil visualizações no youtube. Não estávamos à espera e a entrada nas rádios foi outra surpresa.

A vossa primeira música está a passar na Rádio Comercial. Qual é a sensação de estarem a passar na rádio mais ouvida em Portugal?

Foi uma enorme surpresa e acabou por ser ainda maior, sendo que este é o primeiro single de apresentação da banda. Penso que é a primeira vez, em Portugal, que uma banda entra numa playlist numa rádio como a Comercial, com apenas uma música. E, felizmente, isso aconteceu connosco. Passamos duas vezes na rádio número um de Portugal. Espero que isso aconteça com outras músicas, porque elas acabam por ter registos muito idênticos assim como a mensagem que queremos transmitir, relacionada com os vários sentimentos que vivemos.

Qual o maior desafio, enquanto artistas, nesta altura da pandemia?

Acaba por ser o conseguirmos estar próximos, principalmente na altura em que se deu o confinamento. O facto de estar separados acaba por se tornar complicado, porque estamos a fazer música sem nos sentirmos uns aos outros. Embora cada um tenha feito o seu papel, via Skype ou Zoom e, foi assim que conseguimos ir trabalhando. Depois de todo este trabalho, chegou a uma fase em que foi necessário juntarmo-nos para fazer as gravações.

O que já pode adiantar em relação ao álbum de estreia de Todagente?

O primeiro álbum está pronto. O produtor do álbum é o Pedro Saraiva, um produtor de referência nacional e, que quis trabalhar connosco. Quando ouviu o projeto, mostrou-se logo disponível e recetivo. Neste momento, está tudo nas mãos dele embora os temas estejam completamente compostos. O nosso objetivo é lançarmos quatro singles e, só depois lançar tudo completo. Não vamos lançar um CD, mas sim um livro editado onde o CD está dentro desse livro. A escolha do livro acaba por ser uma forma de ajudar quem compra, uma vez que um livro paga apenas 5%, enquanto a música paga 23%.

O que espera que o futuro vos reserve?

Tentamos não elevar muito as nossas expectativas. Acima de tudo, queremos passar a nossa verdade e, se as pessoas nos aceitarem acabaremos por ir para palcos muito grandes. E, esse seria o tal sonho.

https://www.youtube.com/watch?v=cbTMcWKazFg