O Bloco de Esquerda de Santa Maria da Feira condena com veemência o encerramento do Serviço de Finanças Feira 3, em Lobão, determinado pelo Despacho n.º 5538/2026, de 28 de abril, e que resultou na fusão daquele serviço com o Serviço de Finanças Feira 2, em Lourosa.
Esta decisão é mais um exemplo flagrante do abandono a que o governo da AD sujeita as populações fora dos grandes centros urbanos. O Governo continua a encerrar serviços públicos de proximidade, desresponsabilizando-se das obrigações básicas do Estado para com os cidadãos, em particular os mais vulneráveis: os idosos, as pessoas com mobilidade reduzida e todos aqueles que dependem destes serviços no seu quotidiano.
Não é por acaso que a própria população de Lobão lutou pela restauração da sua freguesia ao abrigo da Lei n.º 25-A/2025. Um dos motores dessa mobilização foi, precisamente, travar a degradação dos serviços públicos locais. O Governo da AD, com esta decisão, ignora essa luta e empurra esta comunidade para um retrocesso que as pessoas não merecem.
É ensurdecedor o silêncio da Câmara Municipal de Santa Maria da Feira perante esta situação. Esperava-se que a autarquia, independentemente das suas cores políticas, defendesse os interesses dos seus munícipes com clareza e determinação. Mas o silêncio do executivo camarário é tão eloquente quanto preocupante.
O Bloco de Esquerda exige que o Presidente da Câmara, Amadeu Albergaria, tome uma posição pública e inequívoca sobre este encerramento. Não basta gerir o município em silêncio enquanto os serviços públicos de que dependem os habitantes do concelho são desmantelados. Amadeu Albergaria tem a obrigação política e moral de se pronunciar, de bater o punho na mesa junto do Governo e de fazer valer os interesses dos habitantes de Lobão e de toda a zona abrangida por este serviço.
O Bloco de Esquerda quer respostas e por isso endereçou uma pergunta ao Governo, que segue em anexo.
Acompanharemos este processo com toda a atenção e não deixaremos que este assunto seja varrido para debaixo do tapete. As populações de Lobão e do concelho merecem respostas, merecem serviços e merecem um Estado que não as abandone.










