CPCJ de Espinho convoca comunidade e instituições para reunião

“O objectivo é pensarmos juntos.”

Na próxima sexta-feira, dia 5 de Abril, a Comissão de Proteção de Crianças e Jovens de Espinho (CPCJE) vai realizar uma reunião, às 18h30, no Fórum de Arte e Cultura de Espinho (FACE). Para a sessão a CPCJE convoca as várias entidades do concelho como a Câmara Municipal, Juntas de Freguesia, instituições que possuam parque habitacional, arrendatários, proprietários de segunda habitação ou terrenos. O apelo que a instituição faz à comunidade é que cada um, como cidadão, pense nas crianças, que são o foco da CPCJE, e que todos exerçam a sua responsabilidade social e contribuam para o encontro de soluções. “Queremos activar ou reactivar a relação entre a comunidade e fazer com que os cidadãos se questionem sobre o que podem fazer para ajudar as crianças. A sociedade em si tem de perceber que também é responsável, que não são só as instituições como a Câmara, a escola, os pais, todos têm de ter um contributo.”, lembrou a presidente da CPCJE, Sandra Almeida. Este encontro, como apelida a presidente da instituição, tem como objectivo identificar possíveis habitações e terrenos, saber o que existe e de que forma se pode utilizar, aumentando assim as habitações disponíveis com condições de habitabilidade e com valores de renda acessível. Sandra Almeida acredita que desta reunião conjunta poderão surgir ideias e soluções para ajudar a dar resposta à falta de habitação para os casos específicos que a CPCJE acompanha, e que a tendência será a de aumentar no futuro. “O objectivo é, na reunião, pensarmos juntos.”, afirma Sandra Almeida. “Se não acontecer encontro, não vai acontecer nada. Sabemos que as situações de crianças em perigo comunicadas à CPCJE e a sua resolução irá passar a maior parte pela habitação, e que a tendência é aumentar,” acrescenta. Recentemente, a CPCJE convocou outras reuniões em que pediu a participação de entidades e da comunidade, mas não tem conseguido o seu principal objectivo, que é reunir quem pode realmente fazer a diferença. A instituição tem estado numa estreita comunicação com o Município e com o Instituto da Habitação e Reabilitação Urbana (IRUH) em busca de soluções que teimam em não ter resposta por diversas razões. O aumento de casos de situação de violência doméstica que chegam à CPCJE é uma realidade. Segundo Sandra Almeida, esta foi a situação mais comunicada no ano transacto e está em crescendo.

 

Leia a notícia completa na nossa edição impressa. 

 

 

Artigos Relacionados