O Movimento 2030 quer saber qual o valor recebido pela Junta de Freguesia de Cortegaça, pela Junta de Freguesia de Maceda, pela União de Freguesias e pela Câmara Municipal de Ovar de todos os abates de pinheiro-bravo que foram realizados até os dias de hoje no Perímetro Florestal.
O grupo cívico denuncia falta de transparência por parte das entidades acima citadas na não divulgação devidamente documentada dos montantes envolvidos: “Estamos a falar de milhares de euros que não têm sido divulgados, nem vimos explanados em documentos financeiros oficiais. Relembramos que 60% da venda realizada com os abates rasos que temos assistido revertem para os cofres dos proprietários, neste caso a Câmara Municipal de Ovar e as Juntas de Freguesia. Foram realizados abates rasos no talhões 14, 13, 7, 15, 63, 74 e 82, para além de outros, ou seja, são mais de 50 hectares de pinheiro-bravo abatido e até hoje não tivemos conhecimento público sobre qual o valor recebido pelas autarquias e que destino lhe foi dado.”, resume.
A força política procurou ainda efectuar um exercício aproximado sobre os montantes angariados: “Segundo os valores da base de licitação públicos estaremos a falar seguramente em valores superiores a um milhão e meio de euros. Nesse sentido o Movimento 2030 vai solicitar às Juntas de Freguesia, Câmara Municipal de Ovar e ICNF os valores exactos apurados com a venda do pinheiro-bravo do nosso Perímetro Florestal.”
Para Henrique Araújo poderá “só neste mandato” com os abates rasos e venda de propriedade dentro do perímetro florestal “ter sido apurado uma receita total superior a três milhões de euros”. Sendo “uma verba muito significativa”, o líder do movimento entende que “devemos saber onde anda a ser aplicado o dinheiro resultante da destruição da nossa floresta e do nosso património ambiental”.












