Tambores e mais tambores contam um pedaço de história

A ideia é recriar, ao som do rufo dos tambores, o percurso que nos leva à Batalha de Aljubarrota. Dois grupos de músicos, representando Castela e Portugal, disputam entre si a melhor composição musical. Juntam-se personagens, apresentadas por duas vozes off, que vão encenando a trama. A ideia é boa, mas demasiado arrastada no tempo. Se as primeiras batidas entusiasmam o público, já o longo enredo, acompanhado pelos repetidos rufares de tambores, deixam-nos com uma sensação de canseira. Salvou-nos a padeira de Aljubarrota, como há mais de 700 anos. Vestido em pleno palco, um dos músicos transforma-se na famosa padeira que, com a ajuda do público, expulsa os castelhanos de Portugal. O seu andar desengonçado e a sua comunicação visual com o público tornam o final deste espectáculo no seu momento mais interessante. A Praça da Câmara foi, como tem sido, pequena para acolher todos os que quiseram assistir. Apesar do anfiteatro permitir a muitos assistir confortavelmente à exibição, o desnível da própria praça não permitiu que os que se acotovelam mais a trás, pudessem perceber o enredo.

 

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