Na sequência das notícias que vieram a público envolvendo figuras eleitas para a Câmara Municipal de Ovar, técnicos com cargos de comissão de serviço, o PSD de Ovar, e três empreitadas, o Movimento 2030 recomendou que Domingos Silva, António Bebiano, Ruben Ferreira e Alexandre Rosas suspendam ou renunciem aos seus mandatos. Em causa estão as dúvidas e investigações do Ministério Público às empreitadas do Museu-Escolar Oliveira Lopes, do Esmoriztur e do Seixal. O movimento recomenda ainda que seja “retirada a comissão de serviço ao Chefe de Divisão das obras municipais, Sr. Engenheiro José Pinto, pois este é um cargo de confiança política”.
Patrícia Santos, dirigente jurídica do Movimento 2030, considera que “as questões legais que têm sido suscitadas são muito graves. Pelo que o executivo municipal, até por uma questão de transparência, deve ordenar de imediato uma auditoria externa à mencionada empreitada, não se escudando em manobras dilatórias ou de responsabilização da Assembleia Municipal com base em alegadas figuras de fiscalização. Qualquer outra atuação que não passe por uma auditoria externa apenas agravará e prejudicará gravemente o nome da Câmara Municipal de Ovar enquanto nobre e exemplar instituição pública.”
Em nota de imprensa, o partido lamenta “profundamente” o que considera ser uma relação de promiscuidade entre os dinheiros públicos e o PSD Ovar: “Gerir os destinos municipais com um orçamento superior a 60 milhões de euros e simultaneamente gerir o PSD Ovar é tudo menos ter credibilidade.”











