Emídio Concha de Almeida é natural de Moçambique, mas vive há mais de 30 anos em Espinho. Sente-se um filho da terra e tem uma forte ligação ao mar. Em tom divertido, disse não ter pele, mas escamas. Está ligado ao ramo da hotelaria desde muito jovem e o desafio de criar na cozinha é um “amor louco”. Ver no olhar do cliente a satisfação ao saborear a sua comida dá-lhe trabalho, mas é o que o move. Continua a viver outra paixão sua, ensinar, agora numa escola em Estarreja. A ligação a Espinho e a representação da cidade em eventos como cozinheiro foram o mote para se associar, em 2014, ao movimento da Confraria da Caldeirada de Peixe e Camarão de Espinho, sendo seu fundador e, actualmente, arrais.
Como surgiu a cozinha na sua vida?
Fui criado pelos meus avós. Éramos três netos homens, sendo que o mais velho era o mais querido e não fazia nada. Eu e o meu irmão do meio é que fazíamos tudo o que era necessário, nomeadamente, cozinhar. Aprendi com a minha avó a cozinhar. Desde os 10 anos que ando à volta dos tachos. Quer o meu avô, quer o meu pai e restante família gostavam de comer bem. O meu pai era de Lisboa; o meu avô da Guarda; a minha mãe de Caria, em Belmonte, o que fazia com que as ementas fossem diversificadas e, para mim, sempre foram extraordinariamente apelativas. Mais tarde entrei no mundo da hotelaria e tirei vários cursos direccionados para a área de restaurante e bar. A certa altura cheguei à conclusão de que já não conseguia criar mais nada dentro daquilo que estava a fazer. Decidi ir para a cozinha, porque ali conseguia aliar a paixão que sempre tive e criar pratos novos.
Leia a entrevista completa na nossa edição impressa.












