Durante a semana, com a supervisão de Salvador Malheiro, esteve a ser colocado na praia de Cortegaça um geotubo, mecanismo de proteção do troço de areal da praia e recorrentemente usado na proteção costeira. A produção do equipamento ficou a cargo da empresa Sicornete, com sede em Cortegaça e uma “empresa de referência no setor”, de acordo com o autarca. O projeto tem o nome SHOREPROTEC®, uma tecnologia desenvolvida pelo grupo SICOR. A intervenção foi promovida pelo MA-ARH Centro, em articulação com a Agência Portuguesa do Ambiente, e contempla a incorporação de vários geotubos produzidos exclusivamente por empresas do município de Ovar. O N questionou também em relação ao custo total da colocação do equipamento: o projeto foi financiado por fundos comunitários, pelo que não houve uma alocação a partir dos fundos próprios da autarquia, não se sabendo, contudo, o valor utilizado. O Presidente da Câmara mostrou-se “naturalmente satisfeito que um projeto destes esteja a sem implementado nas nossas praias”, na senda de um dos principais objetivos do executivo – a proteção da costa. Recorde-se que a última colocação de um geotubo no município deu-se há cerca de uma década: um na praia do Furadouro, outro na de Cortegaça. Os geotubos são longas estruturas cilíndricas, fabricadas com têxteis sintéticos (polipropileno, poliéster e outros), de comprimento entre 30 e 300 metros e diâmetro entre 2 e 14 metros. O seu interior é preenchido com areia, lama, cimento e outros materiais, tendo como finalidade reduzir a energia das ondas para controlar o fluxo de sedimentos. O seu custo é cerca de três vezes menor do que um paredão e, por ser submerso, não apresenta impacto visual sobre o ambiente.










