A exclusão do Auditório de Espinho Academia da Rede de Teatros e Cineteatros Portugueses e do respetivo financiamento da DG Artes foi outro dos temas centrais da sessão.
Foram apresentadas duas moções sobre o mesmo assunto. A primeira, conjunta, foi subscrita pelo PSD, PS, MMC, Chega e Iniciativa Liberal. O documento manifestou reconhecimento pelo percurso e pela qualidade do trabalho desenvolvido pelo Auditório de Espinho ao longo de 20 anos, classificando a instituição como um bem cultural de interesse público para Espinho e para a região.
A moção conjunta repudiou a decisão da DG Artes, considerada injusta e contraditória face a avaliações anteriores, e instou o executivo municipal a apoiar ativamente o processo de recurso e contestação, incluindo eventual acompanhamento jurídico. O documento pediu ainda que o município dirigisse um ofício ao Ministério da Cultura, solicitando a revisão dos critérios de avaliação e a reavaliação da candidatura do Auditório.
A CDU apresentou uma moção própria, igualmente em defesa do Auditório e da Academia de Música de Espinho, mas com forte crítica política ao Governo e às opções nacionais de financiamento da cultura. O documento recordou o percurso da Academia desde 1961, o Festival Internacional de Música de Espinho, a programação anual e a importância do Auditório para a formação de públicos e para a projeção cultural do concelho.
Durante o debate, houve consenso quanto à importância do Auditório, mas divergência sobre o tom político da moção da CDU. O PS anunciou voto favorável aos dois documentos, defendendo a união em torno da cultura e da Academia. Já o PSD, o Chega e a Iniciativa Liberal criticaram a carga partidária da proposta da CDU, acusando-a de transformar um tema consensual numa disputa ideológica.
A moção conjunta foi aprovada por unanimidade. A moção da CDU foi também aprovada, mas com oito votos a favor e 17 abstenções.












