Tigres iniciam “ciclo de subidas” com plantel renovado e treinador inglês

Depois de muita especulação, o Sporting de Espinho apresentou o plantel aos seus sócios com muitas caras novas (só houve cinco renovações) e um treinador inglês. Na próxima época, continua a jogar em Nogueira, mas este é o arranque de “um ciclo de subidas”, com objetivo de chegar à Liga 3 em dois ou três anos, como revelou o presidente Bernardo Gomes de Almeida.

Com um plantel curto e com muitas caras novas, o destaque vai para dois jogadores que chegam de fora: Matt Silva, guarda-redes canadiano com nacionalidade portuguesa, que vem do clube do novo treinador e o médio Akiel, de 22 anos, que representou os ingleses do Fleetwood Town.
São muitas as caras novas, mas o comando da equipa continua nas mãos de um espinhense de gema. João Ricardo é o capitão e acompanham-no Miguel Borges, Dida, Dani e Duarte Santos, promovido dos juniores. Há ainda dois regressos: o defesa Duarte Soares e o extremo Filipe Leite.
Na apresentação do plantel, Bernardo Gomes de Almeida mostrou-se “muito contente” com o plantel: “Vamos adicionar mais qualidade, mas temos aqui m plantel de homens e isso é o mais importante”.
Quanto à quantidade de caras novas, o presidente tigre assume: “É uma limpeza, o começar de um novo ciclo, um ciclo de subidas com o objetivo de estar em dois ou três anos na Liga 3. Podem chamar-me louco, mas assumo publicamente esse objetivo, acredito no projeto que está a ser desenvolvido, mesmo não tendo estádio”.
A casa do SC Espinho na próxima época vai continuar a ser o Campo Joaquim Domingues Maia, em Nogueira da Regedoura. Bernardo Gomes de Almeida explica que fica perto e facilita a deslocação dos adeptos, mas “disse uma vez que o Espinho não aguentava dois anos com a casa às costas, vamos para a sétima época e daí advêm muitas das fragilidades dos últimos tempos. Queremos voltar para casa”.
O presidente acrescenta: “Deixo o repto aos espinhenses para serem cada vez mais espinhenses. Vamos deixar as guerras dos umbigos, vamos deixar as politiquices, vamos deixar o estigma da autopromoção, vamos deixar de usar o Sporting de Espinho como arma de arremesso político e vamos trabalhar todos com o mesmo objetivo. O Espinho ainda é hoje a maior marca da cidade e por isso olhem para o clube como tal. Nós fazemos bem a toda a gente, ajudem-nos um bocadinho e façam-nos voltar a casa”.
Quanto aos rumores de novos projetos e da constituição de uma SAD, Bernardo Gomes de Almeida revela que “o projeto SAD vai ser apresentado aos sócios, mas só se tornará realidade se os sócios o aprovarem, pois o clube é dos sócios. Aliás, na proposta apresentada o clube vai continuar a ser dos sócios, pois os investidores só ficarão com 40 por cento da Sociedade Anónima Desportiva, fica tudo do Espinho, mas teremos uma nova força de que precisávamos, de um investimento extra para o futebol”.
Segundo o responsável, os termos para este projeto estão todos definidos, só falta marcar uma assembleia que deve decorrer em setembro, “para que todos tenham a oportunidade de estarem presentes”. Até lá, serão efetuadas sessões de esclarecimento “para explicar o projeto e para que as pessoas possam votar em consciência”.

Nathan Rooney é o técnico dos tigres

O nome que mais burburinho causou entre os adeptos no dia da apresentação do SC de Espinho foi o do treinador: Nathan Rooney, treinador britânico de 33 anos, natural de Blackburn, chega do Magpies FC, a militar no Campeonato de Gibraltar, tendo ganho a Taça Nacional 2022-23, apurando-se para as pré-eliminatórias da UEFA Europa Conference League.
Segundo o presidente dos tigres, Bernardo Gomes de Almeida, “o Nathan não caiu aqui de paraquedas. Foi escolhido por mim em 2017. Nessa altura, esteve aqui na formação do Espinho a fazer um estudo que nos ajudou a desenvolver muito a formação e no dia de hoje conseguimos reunir as condições logísticas e financeiras para o trazer”.
O responsável sublinha que o técnico “seguiu o Espinho de muito perto, desde essa altura, trocávamos muitas ideias sobre o Espinho e o que seria o ideal dele para este clube. Chega hoje e estou muito feliz por ter chegado. Quanto à língua, o futebol, é uma linguagem universal e ele vai aprender rapidamente o português assim como os jogadores vão desenvolver o seu inglês, não é isso que me assusta”.
O treinador com muita experiência no futebol de formação do seu país chega ao Espinho para se dedicar em exclusivo ao treino da equipa com o objetivo de a levar ao Campeonato de Portugal.

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