O histórico autarca socialista de Ovar Jaime Almeida – o primeiro (e até agora único) presidente de Junta de Válega a ser eleito por três mandatos consecutivos – é o mandatário da candidatura de Emanuel Oliveira à Câmara Municipal de Ovar.
O antigo autarca destacou a competência e experiência do candidato socialista: “É com uma esperança renovada que vejo a candidatura do Emanuel Oliveira e do PS Ovar às próximas eleições autárquicas. É com confiança que sou mandatário desta candidatura, que conta com uma estratégia de governação e com a seriedade e compromisso que se exigem na governação autárquica. O concelho de Ovar precisa do compromisso, da independência e da competência que Emanuel Oliveira, o PS Ovar e todos os cidadãos que integram esta candidatura conferem a este projecto.”
Jaime Duarte de Almeida nasceu em 1944, no lugar de Vilarinho, em Válega, no seio de uma família de agricultores. Aos sete anos, começou a frequentar o Posto Escolar do Molaredo, tendo aí permanecido da 1.ª à 3.ª classe. Após ter sido aprovado no exame realizado no Posto Escolar de São João, foi matriculado na Escola Oliveira Lopes, onde concluiu a quarta classe. Começou a trabalhar ainda menino, auxiliando os seus progenitores nas mais diversas tarefas domésticas e agrícolas como, por exemplo, “picar” o boi num engenho em Enxemil, tendo, na altura, apenas 5 anos de idade. Desde cedo, contactou também com a miséria e pobreza humanas: habitualmente, em casa do seu avô, pessoas desfavorecidas faziam fila para receber pedaços de pão e espigas, que eram por ele distribuídos gratuitamente. Aos 15 anos, começou a trabalhar na RABOR, onde foi pintor e torneiro. Em 1960, foi contratado pela FOPIL como torneiro de moldes. Em 1962, despediu-se da FOPIL, tendo-lhe sido emitida uma carta de recomendação de bom comportamento. Após uma fase de aprendizagem na área da mecânica de bicicletas, em Sangalhos, voltou a Válega, inaugurando, no mesmo ano, uma oficina de bicicletas no lugar das Estradas. Quando o negócio já ia de vento em popa, em 1965, foi chamado a cumprir o serviço militar. Após o fim da instrução, embarcou no Vera Cruz rumo aos territórios ultramarinos: desembarca em Luanda, seguindo para as zonas de conflito em Angola. Em 1968, regressa, finalmente, a Portugal, retomando o trabalho na sua oficina. Não obstante as suas ligações de cariz social ao associativismo e à política local, passou a sua vida profissional, sobretudo, como mecânico de bicicletas, motorizadas e máquinas agrícolas até à passagem à reforma em 2008.
O seu pai, defensor da liberdade e da democracia, foi um manifesto opositor do Estado Novo, tendo apoiado as candidaturas do General Norton de Matos e do General Humberto Delgado, em 1958, às eleições presidenciais de 1948 e 1958, respectivamente. Já no pós-25 de Abril, o seu pai fez parte da Comissão Administrativa da Freguesia e, posteriormente, da Junta de Freguesia de Válega, ocupando sempre o cargo de secretário. É neste contexto que Jaime Duarte de Almeida se envolve, activamente, nos processos de saneamento de personalidades afectas à Ação Nacional Popular que eram titulares de cargos políticos e corporativos e na abertura e melhoramento de caminhos, suportando os custos da maquinaria utilizada a expensas próprias, demonstrando arrojo e preocupação com o progresso da freguesia.
Após a implantação do regime democrático no nosso país, torna-se militante do Partido Socialista, integrando os famosos “três jotas” juntamente com Jacinto Guimarães e o saudoso José Resende. Os “três jotas” organizaram e suportaram várias campanhas do Partido Socialista para as eleições autárquicas, pugnando sempre por uma certa autonomia. A sua entrega desinteressada a causas sociais, desportivas, culturais e recreativas levou-o a estar presente na fundação da Cooperativa Agrícola de Ovar, da Caixa de Crédito Agrícola de Ovar, do Centro Cultural e Recreativo de Válega, dos Amigos do Antigo Concelho de Pereira Jusã e da Confraria dos Rojões de Válega. Durante a sua vida política, foi membro da Assembleia de Freguesia de Válega em vários mandatos e, em 2009, tornou-se o primeiro presidente de Junta de Válega a ser eleito por três mandatos consecutivos, cargo que ocupou até ao ano de 2021. Integra o actual executivo de Válega, ocupando o cargo de 1.º vogal.












