Irregularidades em contratos públicos da Câmara Municipal de Ovar

Imagine o leitor que promete a três pessoas que vai convidá-las para uma entrevista de emprego para determinada função, de forma a avaliar três currículos diferentes e assim selecionar o melhor. Imaginemos agora que, na hora da verdade, apenas convida uma dessas três pessoas para a “entrevista” (deixa de o ser porque deixa de haver seleção) e que, numa daquelas coincidências incríveis, já conhecia previamente essa pessoa e até já a tinha contratado para a mesma função necessária agora. Imagine ainda que essa pessoa previamente tinha sido rejeitada por todos os outros empregadores – de forma a premiar esta competência, decide mais do que duplicar o ordenado no espaço de dois anos.

Não precisa de imaginar mais. Foi exatamente isto que a Câmara de Ovar fez a propósito de um contrato de aquisição de serviços, em regime de avença, na área de Engenharia do Ambiente, entre a CMO e o adjudicatário Joaquim Filipe Duarte Tavares Aleixo, no valor de 32 mil euros. Entre outros detalhes que exigem o nosso escrutínio, chamou-nos à atenção o facto de a lista de entidades convidadas para a consulta prévia (mínimo de três por lei) conter apenas o nome de Joaquim Aleixo.

 

Leia a notícia na íntegra na nossa edição impressa. 

Artigos Relacionados